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Deputada critica fim da escala 6×1, é vaiada e confronta manifestantes

Deputada Zanatta confronta manifestantes em sessão sobre fim da escala 6x1; recebe ameaça de morte e é vaiada

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  • A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) relatou ter recebido ameaças de morte e enfrentou manifestantes durante a sessão da comissão especial que discute o fim da escala 6×1, na terça-feira, 19.
  • Zanatta disse ter recebido mensagem no Instagram dizendo que merecia “cinco tiros na cara” por se opor à mudança.
  • Ela citou Karl Marx em defesa de seu posicionamento e foi vaiada pelo público presente após seu pronunciamento.
  • O presidente da comissão, deputado Alencar Santana (PT-SP), pediu silêncio aos manifestantes; Zanatta afirmou que o grupo fazia campanha política e não defendia o trabalhador.
  • Ao encerrar, a deputada defendeu a liberdade de negociação entre trabalhadores e empregadores e continuou recebendo vaias.

A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) relatou ter sido alvo de ameaças de morte e enfrentou manifestantes durante uma sessão da comissão especial que discute propostas para extinguir a escala de trabalho 6×1. O encontro ocorreu na última terça-feira, 19, no plenário da comissão.

Durante o pronunciamento, Zanatta afirmou ter recebido uma mensagem no Instagram com uma ameaça de morte devido ao seu posicionamento contrário ao fim da escala 6×1. Ela disse não temer falar a verdade e citou, de forma indireta, o teórico Karl Marx ao afirmar que não se aceitava a obrigação de trabalhar.

A deputada argumentou que reduzir o tempo de folga pode transferir custos ao trabalhador, que já enfrenta endividamento. Em determinado momento, foi vaiada por parte dos presentes, que acompanhavam a sessão. O presidente da comissão, Alencar Santana (PT-SP), pediu silêncio aos manifestantes.

Confronto durante a sessão

Após a intervenção de Santana, Zanatta dirigiu-se aos presentes, acusando-os de fazer campanha política em vez de defender o trabalhador. Ela voltou a sustentar que há riscos de aumento de custos para a população, conforme sua leitura do tema.

Encerrando o pronunciamento, Zanatta defendeu a liberdade para que trabalhadores e empregadores negociem condições de trabalho, e recebeu novas vaias ao concluir suas colocações. Não foram apresentados relatos de incidentes físicos durante o incidente.

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