- O Conselho de Ética da Alesp arquivou, por 5 votos a 2, o parecer que pedia a suspensão de 30 dias do mandato do deputado Lucas Bove (PL).
- O voto pela rejeição do parecer foi da maioria: Delegado Olim, Rafael Saraiva, Oséas de Madureira, Bruno Zambelli e Eduardo Nóbrega; votaram a favor da suspensão Paula da Bancada Feminista e Enio Tatto.
- O arquivamento envolve a representação apresentada em fevereiro, ligada a acusações de agressões contra deputadas da Casa e violência política de gênero.
- Na mesma sessão, a Alesp analisa abertura de processo de cassação contra o deputado Guto Zacarias (União Brasil), acusado de coagir ex-namorada a abortar.
- O Conselho de Ética também abriu outro processo envolvendo Lucas Bove e o deputado Tenente Coimbra (PP), relacionado a alegações de violência política de gênero contra Ediane Maria (PSOL).
O Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) decidiu pelo arquivamento de um parecer que recomendava a suspensão de 30 dias do mandato do deputado Lucas Bove (PL). A medida foi alvo de votação na sessão desta terça-feira, em que a maioria rejeitou o relatório apresentado pelo relator Emidio de Souza (PT). O episódio ocorre no contexto de investigações sobre conduta de parlamentares na Casa, incluindo um processo aberto contra o deputado Guto Zacarias (União Brasil) por suposta coação para interromper a gravidez.
A decisão de arquivar foi tomada por 5 votos a 2, com a divulgação de que o colegiado considerou insuficientes os elementos apresentados para justificar a suspensão. Pela medida de afastamento votaram dois integrantes, enquanto três defenderam seguir com o encaminhamento do relatório. O processo envolve denúncias de comportamento considerado agressivo por deputadas da Alesp, apresentadas pela representante Mônica Seixas (PSOL).
O caso de Bove já tramita há meses no Conselho de Ética. A representação que resultou no arquivamento foi aberta em fevereiro, após relatos de supostas agressões verbais e atitudes de intimidação envolvendo o deputado. A denúncia questiona violência política de gênero dentro da Assembleia e inclui relatos de episódios em que Bove teria reiterado conduta agressiva com deputadas.
Outros desdobramentos no Conselho
Além do caso de Cíntia Chagas, o Conselho também abriu procedimento envolvendo Bove e o deputado Tenente Coimbra (PP), a partir de representação de Ediane Maria (PSOL). Ela relatou ter sido vítima de violência política de gênero e injúria racial na Casa, destacando seu papel como ex-empregada doméstica que alcançou o cargo de deputada. O processo tem relatória de Nóbrega e tramita com avaliação quanto à admissibilidade.
O Conselho já havia arquivado, em agosto, uma denúncia de cassação contra Bove por 6 votos a 1. Em outubro, PT e PSOL apresentaram novas representações, após o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) apresentar denúncia por violência doméstica, psicológica, ameaça e perseguição contra Cíntia Chagas. Em novembro, a Justiça aceitou a denúncia e tornou Bove réu, em ação que tramita em segredo de Justiça na Vara de Violência Doméstica. A defesa do deputado nega as acusações e afirma que apresentará provas para demonstrar a inocência.
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