- Eduardo Bolsonaro negou ter atuado como produtor-executivo do filme Dark Horse; The Intercept Brasil aponta envolvimento direto dele na produção.
- Segundo a reportagem, contrato assinado em 30 de janeiro de 2024 identifica Eduardo, ao lado de Mario Frias e da GoUp Entertainment, como produtor-executivo, com controle sobre orçamento e financiamento.
- O ex-deputado afirmou ter apenas cedido direitos de imagem e investido R$ 350 mil de recursos próprios da Ação Conservadora para viabilizar o contrato com um diretor de Hollywood, deixando a função de gestão ao passar a estruturação por fundos de investimento.
- O orçamento do filme é estimado entre US$ 23 milhões e US$ 26 milhões; parte dos recursos teriam sido repassados ao Havengate Development Fund LP, com pagamentos em 2025.
- A Polícia Federal investiga possível uso de recursos para despesas pessoais de Eduardo nos Estados Unidos, o que ele nega.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro negou nesta sexta-feira 15 confirmar atuação como produtor-executivo do filme Dark Horse, que retrata a trajetória de Jair Bolsonaro. A defesa ocorre após reportagem do The Intercept Brasil indicar participação direta de Eduardo na produção, contrariando declarações anteriores de que apenas cedeu direitos de imagem.
Segundo o The Intercept, um contrato assinado digitalmente por Eduardo em 30 de janeiro de 2024 o identifica, ao lado do deputado Mario Frias e da GoUp Entertainment, como produtor-executivo. O documento estaria ligado ao controle de orçamento, estratégias de financiamento e identificação de recursos. Eduardo afirmou, ainda, ter reconhecido apenas a cessão de direitos, sem função de gestão.
O valor total negociado para o projeto é estimado entre US$ 23 milhões e US$ 26 milhões. Parte dos recursos teria sido articulada por Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, do Banco Master, com repasse de cerca de US$ 24 milhões, dos quais pelo menos US$ 10,6 milhões teriam sido pagos em 2025. Investimentos teriam passado pelo Havengate Development Fund LP, no Texas, controlado por aliados de Eduardo.
Contrato antigo e explicação
O Intercept aponta que parte dos recursos pode ter sido usada para despesas pessoais de Eduardo nos Estados Unidos. O ex-deputado negou tal uso e afirmou que o contrato em questão era antigo, assumindo o risco financeiro inicial do projeto. Também disse ter deixado a função de gestão quando a produção passou a ser estruturada por fundos de investimento, mantendo apenas a cessão de direitos de imagem.
Eduardo relatou ter investido R$ 350 mil de recursos próprios, provenientes de seu curso Ação Conservadora, para garantir o contrato com um diretor de Hollywood e o desenvolvimento do roteiro. Segundo ele, o investimento proporcionou um contrato de dois anos com o diretor, após a chegada de um investidor capaz de viabilizar o filme. O ex-deputado afirmou ter sido reembolsado pelos recursos investidos.
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