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Motta nega oportunismo eleitoral e prevê fim da escala 6×1 neste mês

Motta afirma amadurecimento do tema e prevê aprovação ainda neste mês da redução da jornada, negando oportunismo eleitoral e citando possível unanimidade

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) durante sessão no plenário. (Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados)
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  • O presidente da Câmara, Hugo Motta, disse que o debate sobre o fim da escala 6×1 está amadurecido e negou motivação eleitoral.
  • Motta projeta aprovação da proposta ainda neste mês, em seu estado, a Paraíba.
  • Ele afirmou que o debate ouviu trabalhadores, setor produtivo e especialistas e pode ter votação com unanimidade.
  • O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, também é defensor da medida e participa da mobilização do projeto pelo Brasil.
  • A proposta trata da redução da jornada de trabalho; atualmente a Constituição estabelece até oito horas diárias e quarenta e quatro semanais. A escala 6×1 garante um domingo de folga por mês, com descansos rotativos.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, Republicanos-PB, disse nesta quinta-feira (7) que o debate sobre o fim da escala 6×1 amadureceu e não surgiu por conta das eleições. Ele prevê a aprovação da proposta ainda neste mês, em audiência pública realizada na Paraíba.

Motta afirmou que a pauta envolve trabalhadores, setor produtivo e especialistas e que o tema tem responsabilidade de estudo. Em coletiva na Assembleia Legislativa da Paraíba, o parlamentar mencionou a possibilidade de uma votação com apoio amplo.

O projeto foi levado pelo andamento Câmara pelo Brasil, que já organiza a primeira audiência pública dedicada à redução da jornada no país. A agenda acontece justamente no domicílio eleitoral de Motta, durante a sua jornada de viagens pelo território.

Luiz Marinho, ministro do Trabalho e Emprego do governo Lula, é um dos defensores da medida. A redução da jornada é apresentada como parte de ações com forte apelo político para 2026.

Atualmente, a Constituição estabelece jornada de trabalho de até oito horas diárias e 44 semanais. A escala 6×1 permite folgas rotativas, desde que haja pelo menos um domingo de folga por mês.

Contexto político

A medida integra o debate sobre propostas de apoio ao trabalhador e ao setor produtivo, em debate que envolve o governo federal e o Legislativo. A pauta é acompanhada de perto por aliados e opositores, com expectativa de votação ainda neste mês.

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