- Governo anunciou a zerar o imposto federal sobre compras internacionais até US$ 50 a partir de quarta-feira, substituindo a chamada “taxa das blusinhas”.
- Medida busca reduzir a percepção de preços mais altos e melhorar o poder de compra da população de baixa renda, em contexto eleitoral.
- A decisão ocorre em meio à corrida eleitoral entre Lula e Flávio Bolsonaro, com o governo mirando ganhos junto ao eleitorado popular.
- O pacote inclui o Desenrola para aliviar o superendividamento e pauta em debate sobre a possível extinção da escala 6×1, com foco em trabalhadores do varejo, serviços e agricultura.
- Outras medidas devem ampliar crédito a motoristas de plataformas e apoiar o orçamento de famílias de baixa renda, na tentativa de reconquistar esse segmento de eleitores.
A equipe de governo anunciou nesta semana a revogação da chamada “taxa das blusinhas” sobre compras internacionais, medida que incidia 20% sobre itens até US$ 50. A decisão entra em vigor a partir de quarta-feira e tem como objetivo ampliar o poder de compra de famílias de renda mais baixa.
O governo explicou que a nova regra zerará o imposto federal sobre compras internacionais de até US$ 50, buscando reduzir o custo de itens como roupas e eletrônicos importados. A mudança ocorre em meio a debates sobre desoneração de consumo e estímulo à indústria nacional.
A decisão ocorre no contexto de recuperação de popularidade associada a programas sociais, como o Desenrola, voltado a reduzir o superendividamento, e a pauta de reduzir custos para o varejo, serviços e setores vinculados à renda mais baixa. Há expectativa de impacto direto no bolso do consumidor.
Contexto político e impactos esperados
Analistas afirmam que a revogação pode repercutir positivamente entre eleitores de baixa renda, que vinham sendo atingidos pela inflação e pelo endividamento. A medida é vista também como resposta a críticas sobre perda de poder de compra durante a gestão.
Parte do público alvo não é monolítico e envolve eleitores que apoiam mudanças estruturais ou promessas de melhoria no custo de vida. A mudança de curso aparece como tentativa de reconquistar esse segmento sem, contudo, comprometer a imagem institucional.
Desenrola e agenda econômica
O Desenrola continua como eixo da política social, com foco em reduzir endividamento e facilitar acesso a crédito. A pauta da escala 6×1 permanece em discussão, com impacto potencial sobre trabalhadores do varejo, serviços e agricultura. As medidas combinadas visam restabelecer confiança no governo.
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