- A corrida presidencial de 2026 na direita e na centro-direita ganhou contornos com a disputa de vários pré-candidatos para o 1º turno.
- Entre os nomes em jogo estão Ronaldo Caiado, Flávio Bolsonaro, Ratinho Júnior, Eduardo Leite e Marcos Rocha, com Kassab sinalizando lançar seu próprio concorrente.
- A oposição parece apostar que mais candidatos podem dispersar ataques a Lula no 1º turno e facilitar uma união no 2º turno em relação ao vencedor.
- A desistência de Tarcísio de Freitas da disputa e o apoio dele a Flávio Bolsonaro mudaram o cenário, mas não garantem facilidade para Lula no pleito.
- Um cenário envolvendo Renan Santos e o movimento Missão é citado como outsider, enquanto a esquerda deve indicar Lula como provável representante no confronto final.
Nas últimas semanas, o cenário da eleição presidencial de 2026 ganhou contornos mais nítidos no campo da direita e da centro-direita. Mesmo sem definição sobre candidaturas anti-Lula e anti-PT, já se observa a multiplicação de nomes na disputa de 1º turno.
Analistas indicam que a oposição tende a concentrar esforços na diversidade de candidatos, em vez de buscar apenas um nome único. A ideia é dispersar ataques contra Lula e ampliar opções ao eleitor.
Alguns líderes defendem que ter vários concorrentes fortalece a atuação contra o atual governo. A estratégia, segundo a leitura de integrantes do grupo, é abrir espaço para chegar ao segundo turno com maior força.
Cenário da direita e da centro-direita
O governador Ronaldo Caiado (GO), possível candidato, afirma que apenas Lula trabalha com a possibilidade de candidatura única da oposição. Segundo ele, o objetivo oposicionista seria evitar a concentração de votos contra o petista.
No tabuleiro de 2026, a oposição monta um leque com nomes como Ratinho Júnior (PR), Eduardo Leite (RS) e Caiado, além de outras siglas que migraram para o PSD. A ideia é ter representatividade em diferentes correntes da centro-direita.
O ex-presidente Jair Bolsonaro mantém influência entre parte do eleitorado, com apoio ao filho Flávio Bolsonaro, que pode surgir como alternativa de liderança para o grupo. Mesmo afastado de cargos, o clã continua relevante no cenário.
Entre as siglas, o PSD aparece como máquina de alianças, com membros apontando que o partido não deve apoiar Flávio Bolsonaro, mesmo com pressão de aliados. A expectativa é lançar um candidato próprio ao Planalto.
Possíveis cenários de alianças
A candidatura de três nomes da centro-direita e da direita pode favorecer a oposição no 1º turno ao oferecer opções diversas ao eleitor. Em segundo turno, a expectativa é de convergência em torno de um nome para enfrentar Lula.
O governador Romeu Zema, do Novo, é citado como possível candidato que pode atrair bolsonaristas sem depender de alinhamento com Flávio Bolsonaro. O nome seria considerado palatável por parcela do centro democrático.
Além disso, o espectro inclui ainda outras peças, como o governador Ratinho Júnior, o ex-governador Caiado e o governador Leite, cada um representando diferentes frações da centro-direita. A composição pode influenciar o apoio no 2º turno.
Cenário externo e influência regional
A avaliação sobre o equilíbrio de forças leva em conta o impulso de governos regionais e a leitura de tendências na América Latina, onde o movimento de direita tem ganhado espaço. A configuração brasileira pode acompanhar essa tendência sem definir o resultado.
Interessados no pleito avaliam que a oposição seguirá articulando nomes e alianças dentro das regras eleitorais, mantendo o foco em enfrentar Lula e o PT. As negociações envolvem recentes migrações partidárias e potenciais combinações de apoio.
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