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A resistência a Trump 2.0 torna-se mais confrontacional

Resistência 2.0 adota desobediência civil não violenta mais confrontacional, com forte apoio nacional

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
‘Americans are finding their voices and their power to push back against burgeoning autocracy.’
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  • Em resposta a mortes de civis por agentes federais durante ações de imigração, ocorreram protestos nos EUA contra a política do governo Trump, com Minneapolis em destaque e uma greve geral em 23 de janeiro que mobilizou dezenas de milhares.
  • O Resistance 2.0 adota táticas mais confrontacionais, mantendo a não violência, como bloqueios de ruas, observação de agentes federais, greves e caminhadas.
  • Uma pesquisa com 7.452 participantes da Free America Walkout mostrou que 99% apoiam desobediência civil não violenta, 79% apoiam ações mais confrontacionais e 65% participariam de mais ações.
  • Os protestos, embora amplamente distribuídos pelo país, representam uma das maiores ondas de mobilização desde o início do governo Trump.
  • O estudo aponta que o Resistance 2.0 deve continuar crescendo, com maior participação regional e expansão das táticas entre os manifestantes.

O que aconteceu: protestos nos EUA se intensificaram após a morte de Alex Pretti, a 24 de janeiro, por agentes federais em Minneapolis, enquanto ajudava outra pessoa derrubada. A morte ocorreu meses depois do caso de Renee Good, também em Minnesota, por atuação da ICE. A resposta foi uma onda de manifestações contra a política de imigração e o governo.

Quem está envolvido: movimentos de resistência 2.0 atuam ao lado de organizações estudantis, sindicatos e coletivos civis. Em Minneapolis, a greve geral do dia 23 de janeiro mobilizou dezenas de milhares em blackout econômico e marchas. Em todo o país, ações locais como o Free America Walkout ficaram marcadas por dezenas de ações simultâneas.

Quando e onde: os eventos começaram em janeiro, com a escalada em Minneapolis e desdobramentos nacionais nos dias seguintes. Provas apontam para uma distribuição geográfica mais ampla de protestos do que na montagem inicial do governo Trump, com ações em várias cidades e estados.

Por quê: o objetivo é contestar políticas de imigração e autoritarismo, buscando ampliar o uso de táticas não violentas, como desobediência civil, ocupação de vias públicas e greves. O movimento sustenta que novas formas de pressão são necessárias diante de limites das vias legais.

Como tem sido feito: a resistência 2.0 não se restringe a protestos legais. Registros de ocupação de ruas, observação de agentes federais e participação em greves passaram a compor o repertório de ações. A abordagem busca mobilizar um conjunto maior de participantes.

Dados que ajudam a entender o momento: uma pesquisa com 7.452 participantes cadastrados no Free America Walkout revelou que 99% apoiam ações não violentas de desobediência. Além disso, 79% apoiam ações mais confrontacionais, e 65% afirmaram que participariam dessas ações se tivessem oportunidade.

Contexto histórico: especialistas associam a evolução de táticas a movimentos históricos que ampliaram seus instrumentos de pressão diante de restrições institucionais. Mudanças de estratégia em lutas por direitos civis e sufrágio, no passado, abriram caminho para mudanças legais significativas.

Impacto público: episódios violentos recentes contra manifestantes despertam cobertura e apoio à causa, ampliando a visibilidade das pautas de resistência. Movimentos sociais costumam ganhar força quando eventos trágicos geram empatia e mobilização.

O que vem a seguir: especialistas indicam que Resistance 2.0 tende a seguir expandindo seu leque tático com maior participação civil. A expectativa é de que as ações permaneçam não violentas, mas com maior incidência de interrupções estratégicas e protestos coordenados.

Sobre quem comenta: Dana R. Fisher, professora da American University, analisa a evolução do movimento e a relação entre táticas, participação e resposta governamental. Ela trabalha com estudos sobre protestos e mobilização social.

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