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Minneapolis enfrenta caos; gestão racista é apontada como causa

Operação de reforço imigratório federal em Minneapolis destabiliza vida cotidiana, com mortes, fechamento de comércios e medo que afeta espaços públicos

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
‘The disruption has even affected the operation of local government.’ Photograph: Seth Herald/Reuters
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  • A operação federal de imigração conhecida como “Operation Metro Surge” começou em dezembro na região de Minneapolis, culminando na morte de dois moradores: Renee Nicole Good e Alex Pretti, este último ocorrido em 24 de janeiro.
  • A vida diária tem sido abalada: quedas acentuadas na frequência escolar, fechamento ou redução de horários de comércios e moradores evitando espaços públicos; agentes detêm pessoas em semáforos e pontos de ônibus.
  • Familiares e autoridades locais criticam as táticas. Ilhan Omar e Omar Fateh descrevem os incidentes como verdadeiras execuções, e o chefe de polícia de Minneapolis alerta que as ações não são seguras.
  • Grupos de direitos civis dizem que as ações federais transformaram rotinas diárias em “ocupação”, com redes de ajuda mútua substituindo serviços para que famílias imigrantes possam conseguir bens essenciais.
  • O texto contextualiza a situação dentro de um debate mais amplo sobre políticas de imigração, retórica política e seus impactos políticos e sociais, destacando críticas a iniciativas do governo federal e ao uso de poder estatal em comunidades negras, latinas, asiáticas e indígenas.

Minneapolis vive momentos de tensão após o início da operação de pressão migratória federal, com agentes do ICE chegando à região há semanas. Integrantes da força atuam em locais como escolas, igrejas e lojas, elevando preocupações sobre segurança pública e rotina local.

Desde o começo de dezembro, a Operação Metro Surge resultou em ao menos duas mortes na região metropolitana. Renee Nicole Good foi morta recentemente por um agente do ICE, e pouco depois outro agente matou Alex Pretti, enfermeiro da VA com 37 anos, que tentava interceder diante de uma abordagem de agentes a outra pessoa.

Testemunhas relataram que o episódio envolvendo Pretti ocorreu de forma abrupta e considerada desnecessária por parte de quem presenciou. Parlamentares locais, inclusive a deputada Ilhan Omar, mencionaram que o caso parece ter sido uma execução, e outros representantes também fizeram observações semelhantes.

A presença constante de agentes federais tem afetado a vida cotidiana. Escolas registraram quedas acentuadas de assistência, com estabelecimentos comerciais reduzindo horários e moradores evitando espaços públicos. Grupos de direitos civis afirmam que as operações interferem na segurança e no funcionamento de serviços públicos.

Relatos indicam que a intervenção alcança áreas de atendimento médico, transporte e comércio, gerando relatos de detenção de pessoas em semáforos e paradas de ônibus. Crianças foram detidas em contextos familiares buscando asilo, gerando questionamentos sobre o manejo de menores em operações de fiscalização.

A atuação do ICE também tem sido tema de críticas de autoridades locais. O chefe de polícia de Minneapolis, Brian O’Hara, descreveu as táticas como potencialmente inseguras, dificultando a coordenação de políticas de segurança. Líderes de assembleia e de órgãos de segurança pública emitiram preocupações semelhantes.

Empregadores locais enfrentam escassez de mão de obra em setores como varejo e hospitalidade, em meio a interrupções logísticas. Redes comunitárias de apoio buscam alternativas para que famílias imigrantes consigam acessar alimentos e medicamentos sem risco de captura.

Esses acontecimentos ocorrem em um contexto de debates sobre políticas migratórias e a relação entre governo federal e autoridades locais. Especialistas destacam que a polarização pode impactar a governança e a confiança pública, exigindo respostas coordenadas entre esferas de poder.

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