- Ataques com drones atingiram instalações auxiliares da usina de Zaporiyia, na Ucrânia, no perímetro da maior planta nuclear da Europa, em Energodar, e um drone matou um empregado no dia 27 de abril.
- Em Baraká, Emirados Árabes Unidos, um drone atingiu o perímetro da central de Baraká em Abu Dabi no dia 17, acendendo temores sobre a segurança nuclear em cenário de guerra.
- Especialistas afirmam que ataques a instalações nucleares se multiplicaram desde 2022, com impactos em Ucrânia e Oriente Médio, elevando o risco de incidentes de radiação.
- Ao longo das últimas décadas, ataques a centrais civis já ocorreram em Osirak, Bushehr, Dimona e outros alvos, sendo usados como ferramenta de coerção e dissuasão.
- Observadores destacam que, mesmo com medidas, não é possível garantir proteção absoluta; a melhor salvaguarda seria um tratado global eficaz de não proliferação.
Onda de ataques a instalações nucleares volta a inquietar o cenário global. Bombardeios com drones miram centrais em Ucrânia, entre elas Zaporiyia, e em Emirados Árabes Unidos, ampliando o espectro de riscos para a energia civil.
Na Ucrânia, a zona de energia de Zaporiyia, controlada pelo Exército russo, voltou a sofrer ataques com drones. Em 22 de abril, a ONU informou várias ofensivas sobre a maior usina nuclear da Europa, em Energodar. No dia 27 de abril, um drone causou a morte de um trabalhador da usina.
Emerson de Baraká, Emirados Árabes Unidos, a cerca de 1.500 quilômetros de Kiev, também foi atingida. No dia 17 de maio, um drone atingiu o perímetro da central de Baraká, em Abu Dabi, aumentando a preocupação com ataques a instalações civis nucleares.
Especialistas coincidem em classificar os ataques como ameaça crescente. Dados do SIPRI indicam aumento de ataques a instalações nucleares desde 2022, com episódios na Ucrânia e no Oriente Médio. A situação agrava o risco de vazamentos radioativos.
Analistas destacam que o uso de drones, bem como ciberataques, amplia o modo de violência contra centrais. O especialista do IISS descreve a tendência como uma forma de “jogo com fogo” na geopolítica atual.
Para Rafael Grossi, chefe da OIEA, ataques ao perímetro de usinas com material nuclear representam ameaça inaceitável. A organização internacional alerta para riscos de evacuações, restrições alimentares e outras medidas de resposta caso haja vazamento.
Em Zaporiyia, a energia é hoje fornecida por apenas uma das dez linhas de transmissão anteriores, elevando a vulnerabilidade da central no contexto atual. Autoridades locais reiteram a importância da proteção de instalações civis e do cumprimento de salvaguardas.
O cenário internacional reforça a necessidade de tratados eficazes de não proliferação e proteção de instalações nucleares. A comunidade global acompanha a evolução, diante de ataques que ultrapassam o conceito tradicional de guerra.
As autoridades de energia e de defesa reiteram: os ataques contra centrais nucleares civil podem ter impactos humanitários graves, independentemente do porte do alvo. A cooperação internacional é apontada como caminho essencial para reduzir riscos.
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