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Guerra avança, ameaçando usinas nucleares

Ataques com drones a usinas nucleares elevam risco de vazamentos radiactivos e impõem resposta internacional rápida

Un equipo inspecciona los daños sufridos por el reciento de contención de la central de Chernóbil tras un ataque con drones rusos, el 14 febrero de 2025.
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  • Ataques com drones atingiram instalações auxiliares da usina de Zaporiyia, na Ucrânia, no perímetro da maior planta nuclear da Europa, em Energodar, e um drone matou um empregado no dia 27 de abril.
  • Em Baraká, Emirados Árabes Unidos, um drone atingiu o perímetro da central de Baraká em Abu Dabi no dia 17, acendendo temores sobre a segurança nuclear em cenário de guerra.
  • Especialistas afirmam que ataques a instalações nucleares se multiplicaram desde 2022, com impactos em Ucrânia e Oriente Médio, elevando o risco de incidentes de radiação.
  • Ao longo das últimas décadas, ataques a centrais civis já ocorreram em Osirak, Bushehr, Dimona e outros alvos, sendo usados como ferramenta de coerção e dissuasão.
  • Observadores destacam que, mesmo com medidas, não é possível garantir proteção absoluta; a melhor salvaguarda seria um tratado global eficaz de não proliferação.

Onda de ataques a instalações nucleares volta a inquietar o cenário global. Bombardeios com drones miram centrais em Ucrânia, entre elas Zaporiyia, e em Emirados Árabes Unidos, ampliando o espectro de riscos para a energia civil.

Na Ucrânia, a zona de energia de Zaporiyia, controlada pelo Exército russo, voltou a sofrer ataques com drones. Em 22 de abril, a ONU informou várias ofensivas sobre a maior usina nuclear da Europa, em Energodar. No dia 27 de abril, um drone causou a morte de um trabalhador da usina.

Emerson de Baraká, Emirados Árabes Unidos, a cerca de 1.500 quilômetros de Kiev, também foi atingida. No dia 17 de maio, um drone atingiu o perímetro da central de Baraká, em Abu Dabi, aumentando a preocupação com ataques a instalações civis nucleares.

Especialistas coincidem em classificar os ataques como ameaça crescente. Dados do SIPRI indicam aumento de ataques a instalações nucleares desde 2022, com episódios na Ucrânia e no Oriente Médio. A situação agrava o risco de vazamentos radioativos.

Analistas destacam que o uso de drones, bem como ciberataques, amplia o modo de violência contra centrais. O especialista do IISS descreve a tendência como uma forma de “jogo com fogo” na geopolítica atual.

Para Rafael Grossi, chefe da OIEA, ataques ao perímetro de usinas com material nuclear representam ameaça inaceitável. A organização internacional alerta para riscos de evacuações, restrições alimentares e outras medidas de resposta caso haja vazamento.

Em Zaporiyia, a energia é hoje fornecida por apenas uma das dez linhas de transmissão anteriores, elevando a vulnerabilidade da central no contexto atual. Autoridades locais reiteram a importância da proteção de instalações civis e do cumprimento de salvaguardas.

O cenário internacional reforça a necessidade de tratados eficazes de não proliferação e proteção de instalações nucleares. A comunidade global acompanha a evolução, diante de ataques que ultrapassam o conceito tradicional de guerra.

As autoridades de energia e de defesa reiteram: os ataques contra centrais nucleares civil podem ter impactos humanitários graves, independentemente do porte do alvo. A cooperação internacional é apontada como caminho essencial para reduzir riscos.

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