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Acordo de entradas e saídas nas travessias do Canal termina em outubro

Mudança entre Reino Unido e França encerra, em outubro, o acordo one in, one out; a UE lançará plano de ação para substituir a abordagem bilateral

People wade in the water as they attempt to board a small boat off the coast of Berck
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  • O acordo “one in, one out” com a França deve terminar em outubro, sem extensão prevista.
  • Pelo acordo, requerentes de asilo que chegam ao Reino Unido de barco podem ser devolvidos à França em troca de franceses que não tentaram cruzar o canal serem trazidos ao Reino Unido legalmente.
  • Críticos e organizações não governamentais dizem que o critério de seleção é aleatório e que a medida é desumana; Médicos Sem Fronteiras chamou o esquema de negociação “cínica” de vidas humanas.
  • Segundo a França, o acordo não será extendido e um plano da Comissão Europeia, anunciado em 18 de junho, visa substituir a abordagem bilateral.
  • O Home Office informou que, de setembro do ano passado até 9 de junho, 921 requerentes foram devolvidos à França e 896 foram trazidos ao Reino Unido legalmente; entre 15 e 22 de junho, chegaram 1.939 pessoas em barcos pequenos; houve relatos de desvios de traficantes e alterações para permitir retornos via caminhões.

O acordo conhecido como “one in, one out” sobre migração entre o Reino Unido e a França deve terminar em outubro, segundo veículos de imprensa franceses. O mecanismo prevê retorno de solicitantes de asilo que chegam ao Reino Unido por balsa, em troca de pessoas na França que não tentaram cruzar o Canal virarem para o Reino Unido legalmente.

Críticos, ONGs e solicitantes de asilo questionam a equidade do processo, alegando seleção aleatória e riscos para quem é devolvido. Médicos Sem Fronteiras chamou o esquema de operação cruel, destacando casos de transtornos e desorientação entre retornados.

Contexto e posição oficial

Uma fonte do interior francês afirmou à Le Monde que o acordo não será estendido após outubro. O objetivo seria substituir o acoplamento bilateral por um plano de ação da Comissão Europeia anunciado em 18 de junho.

O Ministério do Interior europeu, segundo o Guardian, prepara uma resposta coordenada a nível da UE para os deslocamentos no Canal, conforme leitura de autoridades francesas e britânicas.

Dados operacionais e desdobramentos

Entre setembro passado e 9 de junho, 921 solicitantes foram devolvidos à França e 896 foram trazidos ao Reino Unido de forma legal, segundo o Home Office. Entre 15 e 22 de junho, 1.939 chegaram ao Reino Unido em barcos pequenos.

Um porta-voz do Home Office afirmou que o acordo com a França foi estendido até o outono, para manter a remoção de migrantes que chegam por barco durante o verão.

Reações e mudanças na prática

Críticos não veem o efeito dissuasório esperado pela gestão de políticas de migração, citando avaliações públicas sobre o impacto do acordo. A Telegraph aponta que contrabandistas passaram a realizar rotas mais longas, até cerca de 80 milhas, para chegar ao UK.

Alguns assumiram que pessoas devolvidas à França não recebem apoio adequado, com relatos de ameaças a retornados por traficantes em território francês. Em resposta, houve alterações que permitem que alguns retornados via caminhões sejam aceitos pela França.

Observações finais e contexto institucional

Sobre o tema, o EC destacou ações para enfrentar migração no Canal, buscando maior coordenação entre os países da UE. A gestão britânica mantém o foco na remoção de migrantes que chegam de barco durante o verão, segundo comunicados oficiais.

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