- autoridades dos EUA e do Irã percorreram o Oriente Médio para angariar apoio ao cessar-fogo temporário de sessenta dias, em busca de apoio para um acordo definitivo.
- há disputas sobre inspeções: o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã disse que inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica não seriam permitidas em locais sensíveis, enquanto o presidente Donald Trump afirmou que haveria inspeções de longo prazo.
- países do Golfo demonstram ceticismo de que o acordo restringe de fato o arsenal iraniano; o Qatar e Omã apoiam, mas Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Bahrein permanecem preocupados.
- o secretário de Estado, Marco Rubio, visitou os três aliados regionais para assegurar que o Estreito de Ormuz não ficará sujeito a tarifas e que grupos como o Hizballah devem cessar ataques, reafirmando o compromisso dos EUA com a segurança regional.
- o líder iraniano viajou ao Paquistão e, em Omã, autoridades discutiram o futuro do Estreito de Ormuz; a Organização Marítima Internacional informou planos para facilitar a passagem de centenas de navios comerciais na região.
Conforme o U.S.-Iran interim peace deal avança, autoridades dos dois países percorrem o Oriente Médio para angariar apoio a um cessar-fogo de 60 dias. A iniciativa busca reduzir tensões regionais enquanto negociações para um acordo final continuam em aberto. Em meio a divergências sobre pontos sensíveis, a agenda envolve visitas de alto nível a ONGs e aliados no Golfo.
Esmaeil Baghaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, afirmou que Teerã não planeja permitir inspeções da IAEA nos seus sítios nucleares mais sensíveis. Horas depois, o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, declarou em redes sociais que o Irã concordou plenamente com inspeções de longo prazo, sinalizando discordância entre as partes sobre o alcance efetivo das fiscalizações. A IAEA não detalhou datas de inspeção.
Grossi, chefe da IAEA, disse que as inspeções devem começar, sem esclarecer datas de início ou como o acesso ocorreria a locais destruídos. Esse festival de versões sustenta preocupações de vizinhos do Golfo de que o memorando de entendimento firmado recentemente não restringe suficientemente o arsenal de Teerã nem os recursos financeiros que poderiam fortalecer suas forças.
Rubio em rota pelo Golfo
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, iniciou uma viagem de dois dias aos Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Bahrein. Em Abu Dhabi, ele reiterou que o Estreito de Hormuz não poderá ser cobrado por vias iranianas, que grupos proxys como o Hezbollah devem interromper ataques, e que Washington sustenta a segurança dos seus aliados na região. Os três países abrigam bases militares americanas e foram atingidos por ataques durante o conflito anterior.
Trump tratou de acalmar críticos, afirmando que o dinheiro liberado ao Irã ficaria sob custódia dos EUA até ser aplicado em compras de alimentos e suprimentos médicos, segundo suas palavras em Truth Social. Teerã contestou a leitura de Washington sobre o destino dos fundos.
Em meio aos deslocamentos, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian viajou ao Paquistão para reuniões com autoridades locais. Islamabad atuou como mediador chave nas negociações entre EUA e Irã, com o primeiro-ministro paquistanês prometendo visitar Teerã na próxima semana para homenagear o falecido líder iraniano Ali Khamenei.
Diplomacia naval e conversas em Oman
Ao mesmo tempo, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, e o principal negociador Mohammad Bagher Ghalibaf viajaram ao Omã para tratar do futuro do Estreito de Hormuz. A Organização Marítima Internacional anunciou planos para facilitar a passagem de centenas de navios comerciais pelo estreito em cooperação com Omã, Irã e outros estados costeiros. Teerã havia sugerido que Omã ajudaria a impor tarifas de passagem, o que provocou reações de Washington.
O cenário envolve ainda uma resposta coletiva de diferentes países do Golfo, com apoio crítico de algumas nações e ceticismo de outras. O andamento do acordo permanece sob escrutínio internacional, com foco em cumprir metas de segurança regional, contenção nuclear e vias de financiamento. A matéria segue acompanhando os desdobramentos, ainda sem conclusão anunciada.
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