- Colombianos vão às urnas em segundo turno, com Abelardo de la Espriella, de direita, sinalizando retorno à confrontação militar contra grupos armados.
- Oponente dele, Iván Cepeda, apoia a continuidade do plano de “paz total” com ajustes, defendendo negociação com grupos criminosos.
- O resultado é visto como possível marco de mudança no conflito de décadas, que está no momento mais violento desde o acordo de paz de 2016 com as Farc.
- Mais de 41 milhões de colombianos são elegíveis para votar, em meio a uma onda de vitórias de candidatos de direita na região.
- De la Espriella prometeu inicialmente retomar controle territorial em quarenta e cinco dias, promessa que depois foi revisada pelo candidato.
A eleição presidencial de Colombia entra no segundo turno neste domingo, com expectativa de mover o país em direção a mudanças significativas no conflito armado de décadas. Abelardo de la Espriella, líder entre os candidatos, defende retorno a ações militares mais firmes, em oposição ao plano de paz integral defendido pelo governo.
Cenário atual mostra que o confronto com grupos armados permanece violento, ainda que abaixo dos piores momentos anteriores ao acordo de paz de 2016 com as Farc. A votação envolve mais de 41 milhões de colombianos aptos a votar, em disputa entre propostas de endurecimento e continuidade de políticas de pacificação.
Entre os protagonistas, de la Espriella é visto como outsider político que ganhou apoio ao apresentar soluções rápidas para segurança pública. Seu adversário é Iván Cepeda, senador de esquerda e defensor da continuidade do plano de paz, com ajustes considerados necessários.
Cepeda liderou pesquisas por grande parte da campanha, mas perdeu fôlego nos dias anteriores ao segundo turno e busca atrair votos centristas, após o revés no primeiro turno. A política de Petro, alinhada a Cepeda, enfatiza fortalecimentos sociais e manutenção de acordos de desarmamento.
A defesa de de la Espriella inclui promessas ambiciosas, como retomar o controle estatal de territórios dominados por organizações criminosas em até 90 dias. Posteriormente, ele recuou, esclarecendo que não prometeu solução nesse prazo.
Analistas destacam que o momento político na região reforça uma onda de vitórias de direita na América Latina, em que candidaturas de linha dura aparecem com força. Caso eleito, de la Espriella poderia deixar o espectro governamental com menos presidentes de esquerda na região, segundo especialistas.
Relatos de eleitores refletem motivações distintas. Moradores da costa e de cidades do interior veem o candidato de esquerda como continuidade de políticas públicas, enquanto apoiadores de de la Espriella ressaltam a novidade e a promessa de ações rápidas no combate à criminalidade.
Críticas a de la Espriella incluem controvérsias sobre posições anteriores, além de debates sobre o uso de discurso de segurança para ampliar apoio. Em contrapartida, Cepeda destaca a necessidade de manter mecanismos de pacificação, com ajustes para aprimorar a execução das políticas já em curso.
Ao longo da campanha, a gestão de Gustavo Petro ampliou programas sociais e elevou o salário mínimo, contribuindo para queda histórica da pobreza segundo dados oficiais. O segundo turno aguarda apuração de votos e divulgação de resultados, com atenção aos distritos de maior relevância.
Fontes especializadas apontam que o resultado pode influenciar o curso do combate ao crime organizado e a cooperação internacional em segurança. A eleição é observada com atenção por analistas locais e internacionais, diante do impacto regional.
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