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Cid Moreira tem direito de resposta após derrota; Brizola critica a Globo

Brizola processa Globo e ganha direito de resposta lido por Cid Moreira, cobrando independência da imprensa e acusando a emissora de tendenciosidade

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  • Leonel Brizola processou a Globo e teve decisão judicial que obrigou a emissora a veicular um texto de oposição, lido por Cid Moreira no Jornal Nacional.
  • Brizola, então governador do Rio de Janeiro, acusou a TV Globo de cordial convivência com regimes autoritários e de manipulação e parcialidade.
  • O direito de resposta contou com trechos críticos dirigidos à própria Globo, lendo acusações sobre tendenciosidade e separação entre interesses de imprensa e poder.
  • O episódio remonta a fevereiro de 1992, quando Brizola contestou a cobertura da Globo sobre o Carnaval e descredenciou a emissora de cobrir desfiles de samba.
  • Brizola afirmou que a Globo não reconhece sua liberdade de imprensa e pregou que a emissora gerenciaria informações de modo tendencioso, apontando motivos de poder econômico.

Em um episódio marcado por tensões entre a política e a imprensa, Leonel Brizola questionou a Globo e obteve um direito de resposta leitura no Jornal Nacional. O episódio remonta a 1994, quando o então governador do Rio de Janeiro, prestes a deixar o cargo, teve uma vitória judicial que obrigou a emissora a veicular um texto assinado pelo governador com críticas à própria Globo.

A leitura do direito de resposta ocorreu com a participação de Cid Moreira, âncora veterano do Jornal Nacional, que apresentou o texto contendo críticas à emissora. Brizola, figura de destaque na política gaúcha e ardoroso opositor da Globo, foi alvo de ataques que o político considerou graves e distorcidos.

Contexto histórico e motivação do contencioso

Brizola, que governou o Rio de Janeiro em dois mandatos, acionou a Justiça em 1994, alegando dano à imagem do estado. A controvérsia teve início em fevereiro de 1992, quando o político pediu ao prefeito da capital que descredenciasse a cobertura da Globo sobre desfiles de carnaval. A justificativa foi a imagem negativa atribuída ao Rio por parte da emissora.

O caso ganhou repercussão após críticas do Jornal Nacional em relação ao governador. Brizola acusou a Globo de cordial convivência com regimes autoritários e de manipulação, incluindo ataques à sua idade e à dignidade, segundo o registro da cobertura da época. O desfecho judicial resultou na veiculação de um texto crítico assinado pelo governador no principal telejornal.

Repercussões e desdobramentos

Brizola afirmou que a Globo demonstrava, em sua visão, uma atuação tendenciosa ao longo dos anos, mantendo interesses financeiros acima de outros aspectos. O político destacou que reagiu em defesa do estado do Rio de Janeiro e de seus eleitores, em especial durante a construção do Sambódromo, atribuindo à cobertura da emissora uma responsabilidade pela imagem do Rio.

A controvérsia envolve ainda acusações de parcialidade e de falta de transparência na imprensa. Brizola defendeu a necessidade de juízo público sobre a atuação de grandes veículos de comunicação e afirmou que as decisões tomadas refletiam interesses de poder, não apenas reportagens neutras.

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