- Romeu Zema, pré-candidato pelo Novo, criticou a relação entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro em entrevista ao podcast Cortadas do Firmino, publicada neste sábado.
- O candidato manteve a crítica sobre a cobrança de recursos para financiar o filme Dark Horse, revelada em mensagens e áudio entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro.
- Zema defendeu a união da direita em um eventual segundo turno.
- Ele criticou o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, chamando a atuação de Brasília de “caixa preta” e cobrando critérios técnicos nas indicações ao Supremo Tribunal Federal.
- Sobre as indicações ao STF no atual mandato, Zanin foi a primeira escolhida, Flávio Dino a segunda e Jorge Messias a terceira, cuja nomeação foi barrada pelo Senado.
Romeu Zema, pré-candidato do Novo, criticou a relação entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, defendendo a união da direita em eventual segundo turno. O comentário ocorreu durante entrevista ao podcast Cortadas do Firmino, publicada neste sábado (20). O candidato também atacou o governo Lula e as indicações ao STF.
Durante a conversa, Zema manteve a crítica que já vinha fazendo sobre a relação entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro, diante de mensagens e áudio que teriam mostrado o deputado cobrando recursos para financiar o filme sobre Jair Bolsonaro. O relato reforça o atrito entre o clã Bolsonaro e o apoiadores do banqueiro.
O pré-candidato do Novo citou a gestão de Lula ao falar da necessidade de critérios técnicos nas nomeações para o STF. Em tom de defesa da meritocracia no serviço público, Zema mencionou críticas à chamada caixa preta de Brasília e aos critérios de indicação ao tribunal, sugerindo falta de equilíbrio entre as escolhas.
Relembre o caso
No dia 13 de maio, o Intercept Brasil destacou áudios e mensagens em que Flávio Bolsonaro trata Vorcaro como irmão e solicita apoio financeiro para o filme Dark Horse. Vorcaro teria pago cerca de 61 milhões de reais ao político, conforme a reportagem. A Polícia Federal investiga eventual uso dos recursos.
No dia 15 de maio, Flávio Bolsonaro afirmou que não tem motivos para se justificar perante ninguém, ressaltando que a cobrança ocorreu em um período anterior, quando Vorcaro era uma figura próxima a várias rodas sociais e políticas e que o investidor apenas teria feito um financiamento privado.
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