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Zema afirma que nunca foi próximo de Flávio Bolsonaro e critica STF

Zema diz não ter sido próximo de Flávio Bolsonaro e critica o STF como “poder incendiário”, em meio a investigações ligadas ao Caso Master

Romeu Zema em entrevista à CBN Recife — Foto: Reprodução/YouTube
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  • Romeu Zema, pré-candidato à Presidência, afirmou em Recife que “nunca foi próximo” de Flávio Bolsonaro e que não teve muitos contatos com o senador.
  • O ex-governador mineiro voltou a criticar o Supremo Tribunal Federal, chamando-o de “poder incendiário” e dizendo que antes era um porto seguro.
  • As declarações ocorrem em meio a investigações sobre vínculos entre Flávio Bolsonaro, ministros do STF e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, alvo de apurações de fraudes que podem chegar a R$ 12 bilhões.
  • Vorcaro teria financiado o filme “Dark Horse” sobre Jair Bolsonaro, com negociações envolvendo Flávio Bolsonaro; houve divulgação de áudio em que ele cobra dinheiro do banqueiro.
  • Zema comentou também o Caso Master envolvendo Jaques Wagner, afirmando que há suspeitas de irregularidades e reiterando críticas a supostos desvios de poder.

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), afirmou em Recife nesta sexta-feira que não manteve proximidade com Flávio Bolsonaro e reiterou críticas ao STF, a quem chamou de poder incendiário. A entrevista ocorreu durante agenda local, com Zema participando de entrevistas em rádios da região.

Ele explicou que, embora tenha convivido com o então presidente Jair Bolsonaro, a relação com Flávio Bolsonaro foi distante. Segundo Zema, durante o período em que foi governador, ele apoiou Bolsonaro em 2022 e trabalhou pela ampliação de serviços como o metrô, mas não manteve contato frequente com o senador. O tom foi de defesa de sua atuação política, sem afastar críticas ao STF.

Sobre o tema que ganhou repercussão recentemente, o ex-governador reiterou que o STF perdeu o papel de moderador e passou a atuar de forma agressiva. Zema descreveu o Supremo como menos estável, sugerindo que precisa de renovação no Senado para conter crises geradas por decisões judiciais.

Nova linha de investigação envolve político do PT

A entrevista também abordou o Caso Master, envolvendo o líder do governo no Congresso, Jaques Wagner, que é investigado pela PF. A linha de apuração envolve supostos pagamentos e benefícios relacionados a medidas legislativas que favoreceriam o Banco Master, além de suspeitas sobre aquisição de um imóvel de alto padrão em Salvador. Wagner nega irregularidades.

O Banco Master estaria ligado a investigações sobre fraudes financeiras que, segundo a PF, podem ter movimentado valores significativos. Além disso, há relatos sobre financiamento de produções ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, incluindo contatos com familiares, o que gerou críticas de Zema quanto a práticas consideradas inconsistentes com a ética pública.

Zema reforçou que tem denunciado irregularidades com veemência, defendendo que não é aceitável tolerar desvios no poder público. Ele destacou que, em seu entendimento, é fundamental manter o foco em transparência e responsabilidade, sem favorecer práticas que comprometam a confiança institucional.

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