- Em Makerfield, Robert Kenyon, candidato da Reform, ficou em segundo lugar, atrás de um prefeito regional apoiado pelo Labour, e a sigla manteve parte de sua votação desde as eleições de 2024.
- No conjunto de by-elections desde 2024, a Reform venceu apenas uma (em Runcorn e Helsby), com resultados geralmente mistos.
- Makerfield revelou a possível competição de um espaço de direita, com Restore Britain atingindo 7% dos votos, sinal de ameaça para a Reform se amplificada nacionalmente.
- O percurso de Kenyon gerou controvérsias online, incluindo críticas públicas a comentários sobre mulheres, o que potencialmente afastou eleitores femininos.
- O caso do gift de £ cinco milhões a Nigel Farage e as perguntas não respondidas sobre o tema contribuíram para questionamentos sobre o teto de apoio da Reform, levando Farage a evitar entrevistas sobre o assunto.
Na Makerfield, a Reform UK viveu um biscoito de contradições: mesmo liderando em polls nacionais há mais de 300 semanas, o desempenho nas byelections revela desafios práticos, desde voto táctico até controvérsias em torno de um possível legado de doação.
Robert Kenyon, candidato da Reform, ficou em segundo lugar na byelection de Makerfield, atrás de uma candidatura apoiada por um governo regional de tendências trabalhistas. A corrida contou com uma campanha intensa que não impediu o aumento da votação da Reform em comparação com 2024.
A derrota de Makerfield surge em meio a uma percepção de que o distrito favorece a Reform, tirando o sono de Andy Burnham, que colocou a vitória como objetivo estratégico para Westminster. Farage considerou a resultante como um de ¬-seu lado um desapontamento.
Desempenho relativo e tendências
Entre as cinco byelections desde 2024, a Reform venceu apenas uma, em Runcorn e Helsby, com vitória por seis votos. Em Gorton e Denton, a Reform ficou em segundo lugar, atrás de um Green Party emergente.
Em Makerfield, a escolha recai sobre Kenyon, um carpinteiro local e ex-militar, com forte presença online que gerou controvérsias. Críticas públicas a seus comentários sobre mulheres prejudicaram a imagem do candidato.
Contestação e táticas eleitorais
Relatos de busca por votos táticos mostraram que eleitores de partidos considerados fora da disputa migraram para quem era visto como mais capaz de derrotar Farage. A dinâmica reforça a vulnerabilidade da Reform a estratégias de voto estratégico.
Outra lição da campanha é a entrada de um competidor do espectro da direita. Restore Britain, liderado por Rupert Lowe, conquistou 7% na região, sinalizando pressão para a Reform caso esse cenário se repita em pleitos nacionais.
Controvérsias de candidato e contexto
A relação de Kenyon com comentários online polêmicos intensificou a tensão junto a eleitores femininos, incluindo episódios envolvendo uma figura pública, o que gerou cobrança pública de figuras associadas à Reform. A direção do partido reconheceu impactos eleitorais.
Paralelamente, o fortalecimento de uma retórica nativista na comunicação de Farage indica mudança de tom, com menções a instituições e questões de desigualdade racial. A estratégia mira ampliar base conservadora.
Situação financeira e transparência
A cobertura midiática destacou um repasse financeiro não divulgado de 5 milhões de libras em 2024, que envolve Farage. O tema voltou a provocar perguntas sobre transparência e impacto político durante a campanha em Makerfield.
Cenário e próximos passos
Especialistas divergem sobre o teto de desempenho nacional da Reform, estimado em cerca de 30%. A possível expansão de influência de concorrentes de direita pode exigir ajustes estratégicos para manter o impulso, aponta a análise.
Entre na conversa da comunidade