- Lula não comentou a investigação que atingiu Jaques Wagner, alvo da nona fase da Operação Compliance Zero da Polícia Federal.
- Wagner é suspeito de envolvimento com o que seria um esquema bilionário ligado ao Banco Master e à chamada “Emenda Master” no Congresso.
- O presidente fez o discurso em Belo Horizonte, tratando apenas de ações do governo na saúde, educação e assuntos institucionais, sem abordar a operação.
- Wagner afirmou que Lula demonstrou solidariedade e confiança, e que manterá o cargo de líder do governo no Senado.
- No PT, há cobrança interna para que Wagner se afaste temporariamente para defender-se; a direção nacional tem resistência, enquanto líderes defendem apoio e transparência nas apurações.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não mencionou a investigação que envolve Jaques Wagner durante seu primeiro discurso público após a deflagração da operação da Polícia Federal. A nona fase da Operação Compliance Zero mira supostos laços com o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro.
Wagner é alvo de buscas e de apreensões no âmbito de apurações sobre possível participação na tramitação da chamada Emenda Master e em alterações na legislação do crédito consignado. O senador é líder do governo no Senado.
O pronunciamento de Lula ocorreu em Belo Horizonte, no final da manhã, em evento voltado à saúde, com a presença do ministro Alexandre Padilha. O enfoque principal foi a agenda governamental, sem abordar diretamente as investigações.
Contexto da investigação
Segundo informações apuradas, a PF investiga supostos pagamentos de vantagens para atuação política a favor de Vorcaro, conectando Wagner a possível influência sobre decisões legislativas ligadas ao caso Master. A operação envolveu mandados de busca e apreensão em território nacional.
Wagner relatou ter recebido apoio de Lula diante da operação, segundo relatos de bastidores. A fala do presidente teria visado demonstrar confiança e indicar continuidade do apoio ao líder do governo no Senado, em meio a críticas internas no PT.
Paralelamente, há discussões internas no partido sobre a necessidade de afastar temporariamente Wagner da liderança para preservar a imagem da base governista. A direção nacional do PT, porém, mantém suporte ao senador, enquanto apurações prosseguem.
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