- Grupos de ACM Neto (União Brasil) e Jaques Wagner (PT) teriam costurado um pacto de não agressão para evitar o uso do caso Master na campanha na Bahia.
- O objetivo é impedir que o escândalo do Banco Master seja usado como arma política durante as eleições deste ano.
- A Polícia Federal investiga Wagner na nona fase da Operação Compliance Zero, em possível recebimento de vantagens e repasses ligados ao Banco Master.
- ACM Neto aparece em relatórios do Coaf com menção a valores do Banco Master, mas afirma que o dinheiro corresponde a serviços de consultoria após deixar cargos públicos.
- O caso envolve Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e pode repercutir na política baiana e no governo federal, com menções a relações entre poder político e empresa financeira.
O acordo entre os grupos ligados a ACM Neto, ex-prefeito de Salvador, e ao senador Jaques Wagner, do PT, teria reduzido o tom da campanha baiana em torno do caso Banco Master. Segundo fontes próximas, o pacto visa evitar que o tema vire arma de ataque eleitoral.
A estratégia seria uma espécie de pacto de não agressão, que permite debate sobre outros temas, mas proíbe o uso do caso Master como ferramenta de confronto entre as duas lideranças.
Pacto entre ACM Neto e Jaques Wagner
A natureza do acordo não foi formalizada publicamente, mas relatos indicam que a parceria busca proteger as lideranças de possíveis investigações em curso no âmbito da Polícia Federal. A ideia é manter o tema sob controle no período eleitoral.
Investigação envolvendo Jaques Wagner
Wagner é alvo da nona fase da Operação Compliance Zero. A PF apura esquema de corrupção e lavagem de dinheiro ligado ao sistema financeiro. A investigação examina se houve recebimento de vantagens para favorecer o Banco Master no Congresso.
Relacionamento de ACM Neto com o Banco Master
Relatórios do Coaf apontam que Neto teria recebido 5 milhões de reais do Banco Master e de uma gestora parceira. O ex-prefeito nega irregularidades, afirmando que os valores referem-se a serviços de consultoria prestados após deixar cargos públicos. Neto não é alvo da operação recente.
Daniel Vorcaro e o papel dele
Vorcaro atua como controlador do Banco Master. A PF analisa mensagens que sugerem aproximação com políticos para facilitar negócios e emendas legislativas. Wagner afirmou conhecer Vorcaro, mas diz que o relacionamento é mínimo, com encontros ocorridos apenas duas vezes.
Impactos na política baiana e federal
O caso envolve figuras relevantes do governo federal, como Wagner, líder do governo Lula no Senado, e pode ter relações indiretas com decisões de privatização na Bahia. O silêncio entre rivais históricos evidencia a sensibilidade do tema para o espectro político.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para aprofundar, leia a reportagem correspondente.
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