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Adversários na Bahia se unem pelo silêncio no caso Master

Acordo de não agressão entre ACM Neto e Jaques Wagner visa evitar uso do caso Master na campanha baiana, mantendo silêncio sobre investigações da Polícia Federal

Jaques Wagner foi alvo da PF em nova fase da Compliance Zero, mas assunto vira tema proibido nas eleições da Bahia. (Foto: Andressa Anholete/Agência Senado)
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  • Grupos de ACM Neto (União Brasil) e Jaques Wagner (PT) teriam costurado um pacto de não agressão para evitar o uso do caso Master na campanha na Bahia.
  • O objetivo é impedir que o escândalo do Banco Master seja usado como arma política durante as eleições deste ano.
  • A Polícia Federal investiga Wagner na nona fase da Operação Compliance Zero, em possível recebimento de vantagens e repasses ligados ao Banco Master.
  • ACM Neto aparece em relatórios do Coaf com menção a valores do Banco Master, mas afirma que o dinheiro corresponde a serviços de consultoria após deixar cargos públicos.
  • O caso envolve Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e pode repercutir na política baiana e no governo federal, com menções a relações entre poder político e empresa financeira.

O acordo entre os grupos ligados a ACM Neto, ex-prefeito de Salvador, e ao senador Jaques Wagner, do PT, teria reduzido o tom da campanha baiana em torno do caso Banco Master. Segundo fontes próximas, o pacto visa evitar que o tema vire arma de ataque eleitoral.

A estratégia seria uma espécie de pacto de não agressão, que permite debate sobre outros temas, mas proíbe o uso do caso Master como ferramenta de confronto entre as duas lideranças.

Pacto entre ACM Neto e Jaques Wagner

A natureza do acordo não foi formalizada publicamente, mas relatos indicam que a parceria busca proteger as lideranças de possíveis investigações em curso no âmbito da Polícia Federal. A ideia é manter o tema sob controle no período eleitoral.

Investigação envolvendo Jaques Wagner

Wagner é alvo da nona fase da Operação Compliance Zero. A PF apura esquema de corrupção e lavagem de dinheiro ligado ao sistema financeiro. A investigação examina se houve recebimento de vantagens para favorecer o Banco Master no Congresso.

Relacionamento de ACM Neto com o Banco Master

Relatórios do Coaf apontam que Neto teria recebido 5 milhões de reais do Banco Master e de uma gestora parceira. O ex-prefeito nega irregularidades, afirmando que os valores referem-se a serviços de consultoria prestados após deixar cargos públicos. Neto não é alvo da operação recente.

Daniel Vorcaro e o papel dele

Vorcaro atua como controlador do Banco Master. A PF analisa mensagens que sugerem aproximação com políticos para facilitar negócios e emendas legislativas. Wagner afirmou conhecer Vorcaro, mas diz que o relacionamento é mínimo, com encontros ocorridos apenas duas vezes.

Impactos na política baiana e federal

O caso envolve figuras relevantes do governo federal, como Wagner, líder do governo Lula no Senado, e pode ter relações indiretas com decisões de privatização na Bahia. O silêncio entre rivais históricos evidencia a sensibilidade do tema para o espectro político.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para aprofundar, leia a reportagem correspondente.

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