- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou mensagens de pressão a Bibi Netanyahu e a Vladimir Putin durante a cúpula do G-7 em Évian-les-Bains, pedindo que Israel seja mais responsável com o Líbano e sugerindo que a Síria trate do Hezbollah.
- Trump criticou ataques israelenses ao sul de Beirute e avisou que não quer que o acordo com o Irã seja desfeito; citou a possibilidade de a Síria assumir parte da resposta contra o Hezbollah.
- A cúpula também tratou da crise do Golfo, com sessão dedicada a Egito, Emirados Árabes Unidos e Qatar, refletindo a mistura de esperança e temores sobre o futuro do pacto com o Irã.
- Em paralelo, houve reunião com Volodímir Zelenski, que chegou em posição mais firme; houve consenso no G‑7 sobre aumentar a pressão sobre a Rússia e manter apoio a Ucrânia, incluindo defesa antiaérea.
- Trump sinalizou disposição para reativar sanções de hidrocarbonetos contra a Rússia, afirmando que os preços estão caindo e que isso pode ocorrer em breve, agravando o impacto econômico sobre o Kremlin.
Donald Trump enviou mensagens de pressão aos líderes de Israel e Rússia durante a cúpula do G-7 em Évian-les-Bains. O objetivo é cobrar responsabilidade com o Líbano, criticar ataques a Tel Aviv e sinalizar a possibilidade de reativar sanções a Moscou envolvendo petróleo e gás. O tom foi direto e em tom diplomático.
O presidente americano pediu a Netanyahu que seja mais contido em relação ao Líbano e aos ataques no sul de Jerusalém. Em tom incomum, mencionou que a Síria poderia atuar contra o Hezbollah, grupo libanês. Ao mesmo tempo, advertiu que pode restabelecer as sanções energéticas a Rússia.
Na prática diplomática
A cúpula tratou ainda da crise no Golfo, com sessão dedicada a Egito, Emirados Árabes e Qatar. Trump reforçou a importância de manter o acordo com o Irã e indicou que a confiança no pacto depende de ações mútuas. Siria, Irã e Hezbollah figurarão como temas centrais.
Durante a manhã, líderes do G7 receberam o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenski. A recepção foi marcada por uma impressão de mudança em relação a 2025, com maior apoio a Kiev e continuidade de assistência militar. A reunião sinalizou disposição de ampliar defesa antiaérea.
Fontes diplomáticas apontam consenso em elevar a pressão sobre a Rússia e sustentar ajuda a Ucrânia. Zelenski afirmou que a entrega de meios defensivos foi recebida de forma positiva por Trump. A fala indicou alinhamento quanto a fortalecer a defesa ucraniana.
Perspectiva energética e próximos passos
À tarde, Trump sinalizou a possibilidade de retomar as sanções a hidrocarbonetos russos, já que os preços estariam em queda. A medida reforçaria a pressão econômica sobre Moscou em meio a ataques a infraestrutura energética na Ucrânia.
A agenda do G7 incluiu ainda encontros com líderes da Índia, Brasil, Coreia do Sul e Quênia. O encontro também teve foco na coordenação com potências emergentes, em meio à concorrência com a China. Uma reunião bilateral prevista é Trump-Modi.
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