- Às vésperas da eleição, jovens de dezesseis a vinte e quatro anos e quem ganha até um salário mínimo projetam melhora na vida econômica até o fim do ano, segundo a Nexus.
- Na média, quarenta e quatro por cento do eleitorado espera melhora até dezembro; entre os jovens, esse percentual é de cinquenta e nove por cento.
- Entre quem recebe até um salário mínimo, cinquenta e cinco por cento aguardam melhoria; entre quem ganha acima de cinco salários mínimos, trinta e seis por cento.
- Desempregados chegam a sessenta e quatro por cento de perspectivas positivas; trabalhadores da economia informal, cinquenta e dois por cento; trabalhadores formais, quarenta e um por cento.
- A pesquisa aponta oscilação negativa entre Flávio Bolsonaro e o presidente Lula, com diferença de nove pontos percentuais a favor de Lula.
Um levantamento exclusivo da Nexus, apresentado pela coluna, aponta que, às vésperas da eleição, jovens de 16 a 24 anos e pessoas que ganham até um salário mínimo projetam melhoria na vida econômica até o fim do ano. A média nacional aponta 44% com expectativa positiva, enquanto entre os jovens esse índice chega a 59%.
Na segmentação por renda, 55% dos trabalhadores com até 1 salário mínimo esperam melhora, contra 36% entre quem recebe mais de 5 salários. Entre desocupados, 64% projetam avanço (33% muito, 31% um pouco). Trabalhadores da PEA informal somam 52%; formais, 41%.
Perspectivas por segmento
O governo tem atuado para reduzir o peso da dívida de cidadãos, com uma nova versão do Desenrola. Também ganhou espaço na pré-campanha a isenção do imposto de renda para quem ganha até cinco salários mínimos. O fim da escala seis por um é citado como melhoria de vida para quem tem carteira assinada.
Marcelo Tokarski, CEO da Nexus, aponta que as expectativas de melhoria financeira estão concentradas entre grupos vulneráveis e jovens. O recorte sugere recuperação mais acentuada para quem opera com margens reduzidas ou está fora do formal, enquanto faixas de renda mais alta tendem a permanecer estáveis.
A pesquisa ouviu 2017 pessoas por telefone entre 12 e 14 de junho. Os dados também refletem uma oscilação negativa na corrida eleitoral, com Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ainda atrás de Lula, cuja distância saltou de 3 pontos em março para cerca de 9 pontos.
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