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Eduardo Bolsonaro afirma que condenação do STF busca tirá-lo das eleições

Eduardo Bolsonaro afirma que condenação do STF busca tirá-lo das eleições; sentença determina quatro anos e dois meses, inelegibilidade de oito anos e perda de cargo

Eduardo Bolsonaro classificou o julgamento como “sem pé nem cabeça” e questionou a atuação de Alexandre de Moraes. (Foto: EFE/Fernando Bizerra)
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  • Eduardo Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do STF a 4 anos e 2 meses de reclusão por coação no curso do processo, com 50 dias-multa de 2 salários mínimos cada.
  • A sentença prevê inelegibilidade de oito anos após o cumprimento da pena e perda do cargo público de escrivão da Polícia Federal.
  • O PL cogitou lançá-lo como suplente do presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, André do Prado, na disputa ao Senado.
  • Eduardo, que mora nos Estados Unidos desde março de 2025, afirmou que a decisão viola o devido processo legal e que o objetivo é tirá-lo das eleições.
  • A Procuradoria-Geral da República acusa o ex-deputado de articular sanções contra o Brasil e autoridades brasileiras para beneficiar o pai, Jair Bolsonaro.

Eduardo Bolsonaro (PL-SP) foi condenado pela Primeira Turma do STF a 4 anos e 2 meses de reclusão por coação no curso do processo. A decisão também prevê 50 dias-multa, cada dia-multa de 2 salários mínimos, inelegibilidade por 8 anos e perda do cargo público de escrivão da PF.

A condenação ocorre em julgamento da Suprema Corte, que também afastou preliminar de nulidade ligada à citação do ex-deputado. Moraes, relator, afirmou ter havido pleno conhecimento da acusação pelo acusado, desmentindo a defesa.

Eduardo, que reside nos Estados Unidos desde março de 2025, afirmou em nota que a sentença desrespeita o devido processo legal e alega não ter sido citado formalmente. O ex-parlamentar questionou o uso de carta rogatória para a citação.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) sustenta que houve articulação com autoridades norte-americanas para impor sanções ao Brasil, visando garantir imunidade para o pai, Jair Bolsonaro. Entre as medidas citadas estão tarifas, suspensão de vistos e inclusão de Moraes em norma internacional.

Durante o julgamento, Moraes rejeitou a nulidade por falta de citação, destacando o conhecimento do acusado por meio de redes sociais e de atos processuais. O ministro reforçou que o Brasil pode sofrer repercussões internacionais diante do caso.

Contexto e desdobramentos

O Pl pode ter considerado Eduardo como suplente na chapa ao Senado, ligada à direção da Assembleia Legislativa de São Paulo, ampliando o impacto político do veredito. O episódio envolve ainda debates sobre devido processo e transparência nas citações.

Em nota, Eduardo afirmou que não recebeu notificação regular e que aguardará a devida comunicação por carta rogatória em local comprovado. O posicionamento interno do PL ainda não foi oficialmente divulgado.

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