- Andy Burnham planeja levar água e energia para o controle público caso se torne primeiro ministro, foco central de sua agenda.
- A proposta começaria pela nacionalização de Thames Water, com governo aceitando administrá-la em vez de aceitar acordo de credores.
- Estima-se que a operação pública de todo o setor poderia levar cerca de uma década e envolver custos para o contribuinte.
- O modelo sugerido prevê gestão similar à de cidades alemãs/francesas, com participação de trabalhadores e moradores no conselho das concessionárias.
- Além de água, planos incluem transferir parte do setor de energia, como operações de rede e distribuição, mantendo geração e venda privadas em alguns casos.
A agenda de Andy Burnham, caso se torne primeiro-ministro, gira em torno do controle público de água e energia. Fontes próximas ao prefeito de Greater Manchester asseguram que o tema estaria no centro da sua plataforma há pelo menos uma década. A ideia é transferir parcelas relevantes da infraestrutura para a gestão pública.
A proposta envolve a retomada de setores de utilidades, com foco inicial na Thames Water. Aliados afirmam que a nacionalização seria uma resposta a falhas de desempenho e custo para consumidores. Burnham já indicou que a gestão dos serviços deveria privilegiar o interesse público.
Burnham tem sinalizado que a “essência da vida” deve ficar sob controle público, mas não detalhou como isso ocorreria em âmbito nacional. Um porta-voz próximo ao político não comentou planos específicos.
Detalhes do plano
Segundo apurações, a estratégia prevê administrar grandes empresas de serviços públicos por meio de administração especial, reduzindo a dependência do privado. A linha de frente seria a água, liderando um modelo com participação municipal.
A ideia é que o governo assuma empresas quando houver falhas ou prazos de renovação de concessões. O modelo se inspira na gestão de ferrovias, com participação pública gradual ao longo de cerca de uma década.
Entre as propostas, está a criação de estruturas semelhantes às de Berlim ou Paris, onde operadoras independentes gerem o serviço, com a maioria das ações sob controle municipal. Trabalhadores e moradores teriam assento em conselhos.
Desafios e críticas
Especialistas apontam custos para os cofres públicos, já que o custo de aquisição e modernização de infraestrutura pode ser elevado. Alegam que a transição exigiria pagamentos a credores em determinadas situações, ainda que alguns estudos apontem possibilidades de economia.
Parte do setor energético também seria migrada para a gestão pública, abrangendo operações de rede e distribuição, mas sem incluir geração de energia ou venda direta ao consumidor, que permaneceriam em mãos privadas.
Além disso, críticos alertam para impactos fiscais, já que qualquer ampliação do controle público exigiria articulação com regras orçamentárias e limites de endividamento. O tema ainda depende de desdobramentos políticos e legais.
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