- Trump afirmou, nas redes sociais, que houve grandes progressos nas negociações de paz com o Irã e que os últimos detalhes foram aprovados por todas as partes, mas a imprensa estatal iraniana nega qualquer acordo.
- O anúncio gerou reação positiva nos mercados, com queda no preço do petróleo e valorização de índices acionários.
- O presidente americano diz que cancelou ataques previstos para a noite e que as negociações tiveram o respaldo do nível mais alto da liderança iraniana.
- O Irã, por sua vez, mantém exigências de alívio de sanções e descongelamento de fundos, pontos que Washington não sinaliza concordar em ceder.
- Sobre a possibilidade de tomar a ilha de Jarg, Trump já sinalizou essa opção, mas enfrenta resistência interna e riscos de escalada, mantendo a tensão na região.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nas redes sociais que houve grandes avanços nas negociações de paz com a República Islâmica do Irã e que os últimos detalhes já teriam sido aprovados por todas as partes envolvidas. A declaração ocorreu após Trump ter anunciado, minutos antes, a possibilidade de ataques contra o Irã, que acabou sendo suspensa.
Segundo a declaração do mandatário, as negociações teriam atingido o nível mais alto do leadership iraniano e teriam o aval de Estados Unidos, Israel, Arábia Saudita, Emirados Árabes, Qatar, Turquia, Paquistão, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Egito, entre outros. Trump disse que manteria o bloqueio aos portos iranianos até a conclusão da transação, com a data e o local de assinatura a serem divulgados em breve.
Após o anúncio, os mercados reagiram favorecendo o petróleo, que caiu para cerca de 90 dólares por barril, patamar não visto desde o início do conflito. A Bolsa de Valores dos EUA também teve alta, com o Nasdaq registrando ganho expressivo no dia.
A guerra entre EUA e Irã tem apresentado intensificação recente, com ataques na região sul e oeste do Irã e respostas com lançamentos de mísseis por Teerã contra bases em Kuwait e Bahrein. As autoridades iranianas advertiram que os bombardeios poderiam continuar, caso não haja avanço nas negociações.
Trump já tinha indicado, em entrevistas, que sua preferência seria tomar a ilha de Jarg, estratégica para as exportações de petróleo iraniano. No entanto, observadores apontam que a operação seria arriscada e haveria resistência de opinião pública nos EUA a um desembarque militar prolongado.
Especialistas destacam que, mesmo com a retórica de pressão, não está garantida a assinatura de um acordo. As divergências permanecem, sobretudo quanto ao alívio de sanções, à descongelação de fundos e ao programa nuclear do Irã, itens defendidos pela Administração dos EUA como condições essenciais.
A persistência de confrontos no estreito de Ormuz e o recente derrube de helicóptero Apache iraniano mostram que a capacidade de ataque de Teerã continua ativa. Analistas ressaltam que o clima de desconfiança dificulta qualquer acordo duradouro entre as partes.
A comunidade internacional acompanha as movimentações, com expectativa sobre os próximos passos de Washington e Teerã. As orações por uma solução diplomática permanecem sem confirmação de um acordo formal entre as partes.
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