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Moraes cita encíclica do Papa Leão XIV para defender regulação das redes

Moraes afirma que encíclica coloca Brasil na vanguarda do debate internacional sobre regulação de plataformas digitais

Moraes destacou que a regulação das big techs mostra que o Brasil e o STF estão "na vanguarda" do debate internacional. (Foto: Luiz Silveira/STF)
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  • O ministro Alexandre de Moraes, do STF, citou a encíclica Magnifica Humanitas do Papa Leão XIV para defender ampliar a responsabilização das big techs por conteúdos de usuários.
  • Ao votar pela rejeição dos embargos, Moraes afirmou que a decisão coloca o Brasil e o STF na vanguarda do debate internacional sobre regulação das plataformas digitais.
  • Ele destacou que as plataformas não são neutras, tema presente na encíclica citada, que explica o poder das redes na formação da visão de mundo.
  • A encíclica afirma que quem controla plataformas e meios de comunicação pode influenciar o imaginário coletivo e moldar a realidade apresentada.
  • Moraes ressaltou que as inovações tecnológicas, incluindo a inteligência artificial, não são neutras e podem ampliar participação e justiça ou, ao contrário, agravar desigualdades e exclusão.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, citou nesta quinta-feira a encíclica Magnifica Humanitas para defender a ampliação da responsabilização das big techs pelas publicações de usuários. A atuação ocorreu durante julgamento de embargos no tribunal.

Moraes votou pela rejeição dos embargos e afirmou que a decisão coloca o Brasil na vanguarda do debate internacional sobre a regulação das plataformas digitais. Ele destacou que o tema já recebe consenso global.

O magistrado ressaltou que as grandes empresas de tecnologia não são neutras, alinhando-se a um posicionamento presente na encíclica citada. Segundo o ministro, o conteúdo mostra que as plataformas podem influenciar o imaginário coletivo.

De acordo com o texto papal, quem controla as plataformas possui grande capacidade de moldar a percepção da realidade. Moraes citou ainda que as inovações tecnológicas, entre elas a inteligência artificial, não são neutras.

Para o ministro, houve ao longo dos anos uma percepção equivocada sobre a imparcialidade das plataformas digitais. Ele afirmou que redes sociais possuem posicionamentos políticos, ideológicos e econômicos.

Moraes acrescentou que a desinformação não nasceu com as redes, mas que elas atuam como um acelerador de seus efeitos. O objetivo é ampliar mecanismos de responsabilização e regulação.

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