- Jeffrey Donaldson, ex-líder do DUP, afirma ao tribunal que a acusação de ter estuprado uma garota é “simplesmente não verdadeira”.
- O processo envolve dezoito crimes, entre 1985 e 2008, envolvendo duas supostas vítimas identificadas como testemunhas A e B.
- Ele rejeita as alegações de ter tocado os seios da menor, dizendo que tal relato é inacreditável.
- A esposa, Eleanor Donaldson, foi considerada inapta para o júri por questões de saúde mental; permanece um julgamento de fatos, sem condenação.
- Donaldson sustenta que não houve abuso e que a esposa não tinha nada para saber; o casal foi preso pela polícia às 6h da manhã em 2024.
O ex-líder do DUP, Jeffrey Donaldson, afirmou ao tribunal que uma acusação de que ele teria abusado sexualmente de uma jovem é “simplesmente incorreta”. A declaração ocorreu durante o terceiro semana de julgamento no Newry Crown Court, na Irlanda do Norte, onde ele responde a 18 acusações de abuso que teriam ocorrido entre 1985 e 2008 envolvendo duas supostas vítimas.
Donaldson descreveu, de forma emocional, que a acusação de ter tocado os seios da mesma jovem era incredível. O depoimento faz parte da defesa, apresentada pelo advogado Kieran Vaughan KC, enquanto o político continua a negar todas as acusações.
O ex-parlamentar, de 63 anos, mantém a negativa peremptória sobre os fatos apresentados pelas duas queixosas, consideradas como testemunhas A e B durante o processo. O caso já ouviu relatos de que as supostas agressões teriam ocorrido quando as vítimas eram crianças.
Eleanor Donaldson, 60 anos, nega várias acusações de facilitar as supostas infrações do marido e foi considerada inapta para júri por motivos de saúde mental. Ela enfrenta um julgamento de fatos, que avalia as evidências sem possibilidade de condenação criminal.
A defesa apresentou uma carta escrita por Donaldson a testemunha A em 2020, na qual ele afirma lamentar o sofrimento causado. Segundo o advogado de defesa, a carta trata de outra questão e não dos supostos abusos, conforme explicou na corte.
Questionado sobre a possibilidade de a esposa ter testemunhado os abusos, Donaldson disse que não houve abuso e que não havia nada para saber. Ele afirmou ainda que Eleanor não concordaria nem participaria de qualquer ato desse tipo e que o choque da prisão, em 2024, foi imediato para ambos.
A audiência permanece em curso, com o veredito em aberto sobre as acusações que envolvem as duas mulheres identificadas no processo como testemunhas A e B. O caso continua a avançar com a apresentação de novas provas e depoimentos.
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