- Com 98,2% das urnas apuradas, Keiko Fujimori tem 50,001% dos votos, apenas 534 votos à frente de Roberto Sánchez.
- O apoio de eleitores no exterior reforça a vantagem de Fujimori, com cédulas vindas de fora do país favorecendo-a.
- Autoridades avaliam cerca de meio milhão de votos contestados, na maioria da capital, Lima, onde Fujimori tem apoio maior.
- A contagem oficial pode levar semanas; o resultado definitivo deve sair apenas em julho.
- O próximo presidente do Peru tomará posse em julho, para um mandato de cinco anos, em meio a uma atmosfera política tensa e polarizada.
Com apoio relevante de eleitores no exterior, Keiko Fujimori abriu vantagem apertada sobre Pedro Sánchez no segundo turno da eleição presidencial do Peru. Com 98,2% das urnas apuradas, a candidata conservadora lidera por margem mínima, destacando o papel do voto externo na corrida.
Fujimori soma pouco mais de 50,0% dos votos, frente a Sánchez, que fica pouco abaixo. A diferença é de menos de 534 votos, mas a tendência tende a se manter favorável à filha do ex-presidente Alberto Fujimori, especialmente pelo desempenho fora do país.
Analistas afirmam que o recorte de votos ainda não contabilizados favorece Fujimori, devido à votação externa, onde a favorita aparece com folga. As autoridades eleitorais registram que o resultado pode oscilar até a divulgação da contagem final.
A contagem parcial aponta que os votos não contados podem totalizar cerca de meio milhão, com a maioria ainda pendente na capital, Lima, onde Fujimori tem apoio superior a 60%. O ritmo da apuração varia conforme a chegada de urnas do exterior.
Guillermo Loli, diretor da Ipsos Peru, aponta que a margem deverá permanecer estreita. Sánchez, no entanto, não tem mais como reverter a liderança atual diante do peso dos dados já conhecidos.
O Peru aguarda o desfecho em meio a tensões políticas que podem se estender por semanas. A posse do novo presidente está marcada para o mês que vem, para um mandato de cinco anos.
Votos no exterior podem definir o resultado
O papel dos cidadãos que vivem fora do Peru é destacado por analistas, já que as cédulas enviadas do exterior favorecem Fujimori. A contagem completa pode levar semanas, mantendo o foco do país na reta final do pleito.
A disputa envolve um cenário político volátil, com o país tendo passado por nove presidentes na última década. A vitória da candidata de direita adiciona ao panorama regional uma onda conservadora na América Latina.
As autoridades eleitorais seguem o escrutínio dos votos contestados, que pode prolongar o processo até julho. A legitimidade do vencedor em 28 de julho é tema de debate entre especialistas.
Com apoio internacional e nacional, o Peru chega à posse com grande necessidade de estabilização política e econômica. A cobertura completa fica a cargo dos veículos informativos, com atualização contínua sobre a apuração.
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