- Nesta quarta-feira, dez de junho de 2026, Bill Gates compareceu ao Congresso dos Estados Unidos para depor diante de uma comissão que investiga ligações com Jeffrey Epstein.
- Documentos do Departamento de Justiça apontam amizades próximas, operações financeiras ilícitas e fotos de personalidades com Epstein.
- Epstein foi encontrado morto em 2019, na prisão, enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual envolvendo menores.
- Gates disse que espera que o depoimento seja útil ao trabalho do comitê e não respondeu a outras perguntas.
- Porta-voz de Gates afirmou que ele via com bons olhos a oportunidade de comparecer ao Congresso e que nunca participou das atividades ilegais de Epstein; outras figuras já prestaram depoimento, como Bill e Hillary Clinton.
O cofundador da Microsoft, Bill Gates, depôs nesta quarta-feira (10) diante de uma comissão do Congresso dos EUA. O objetivo é esclarecer ligações com Jeffrey Epstein, falecido criminoso sexual, em meio a novos documentos do Departamento de Justiça.
A audiência ocorre em Washington, durante uma investigação sobre as relações do bilionário com Epstein. Gates compareceu voluntariamente, após ser citado pela comissão devido a informações divulgadas que incluem contatos e associações com Epstein.
Documentos do DoJ provocam dúvidas sobre contatos
Entre os materiais apresentados, há menções a uma suposta troca de mensagens e a uma conversa sobre ajuda de Epstein para obter medicamentos. As informações não foram classificadas como provas de atividades ilícitas atribuídas a Gates.
A assessoria de Gates informou à AFP que o empresário recebeu a oportunidade de contribuir com o trabalho da comissão. O porta-voz ressaltou que Gates afirma não ter envolvimento em crimes de Epstein e que considera o encontro útil para as vítimas.
Histórico do caso Epstein e posicionamento de Gates
O caso Epstein envolve acusações de tráfico sexual de menores, com Epstein falecendo na prisão em 2019 enquanto aguardava julgamento. Chamadas ao depoimento já incluem outras figuras públicas de relevo, como Bill e Hillary Clinton, além de executivos.
Gates já reconheceu erros no passado em relação a Epstein. Em fevereiro, ele disse a membros da fundação que os vínculos com Epstein foram um grave erro, admitindo dois casos extraconjugais, mas negando implicação com vítimas. A comissão continua a analisar o material divulgado.
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