- Édouard Philippe, ex-primeiro ministro, dirige o partido Horizons e concorre à presidência, posicionando-se como único capaz de derrotar a ultradireita de Jordan Bardella no segundo turno, caso Marine Le Pen fique inelegível.
- Sua campanha foi anunciada com uma direção tripla: Christophe Béchu, Gilles Boyer e Marie Guévenoux, que trabalham para viabilizar a candidatura no cenário de fragmentação do centro.
- Pesquisas o colocam como o principal candidato do centrão para enfrentar o RN no segundo turno, mas ele ainda não consolidou o apoio necessário e enfrenta competição de Mélenchon e da fragmentação interna do centrão.
- A estratégia é de voto útil para evitar um embate entre extremos no segundo turno, com a expectativa de atrair votantes de centro-direita, mesmo que não leve os social-democratas.
- Philippe, de 55 anos, deve começar a apresentar propostas em julho, mas a campanha corre o risco de ser prejudicada por uma investigação da prefeitura de Le Havre por possível malversação de fundos; ele nega irregularidades.
Édouard Philippe, ex-primeiro ministro da França, lança-se como candidato presidencial pelo partido Horizons, buscando liderar o centro-direita europeísta. Conforme pesquisas, seria o único capaz de derrotar a ultradereita de Le Pen em caso de segundo turno. Bardella, da RN, aparece como favorito na primeira rodada.
A pauta de Philippe explora a ideia de frear a ultra-direita no embate decisivo, tentando capitalizar a fragmentação do centro e da esquerda. Seu objetivo é construir uma ponte entre moderados e eleitores desencantados com a política tradicional.
Equipe e planos de campanha
A direção da campanha foi anunciada em maio. Christophe Béchu, Gilles Boyer e Marie Guévenoux compõem o núcleo central, segundo Philippe. A estratégia enfatiza manter o votante centrado como núcleo de apoio inicial.
Boyer, próximo de Philippe, afirma que ser favorito não garante vitória. Ele ressalta que a queda de apoio de setores da direita mais dura pode favorecer o candidato centrista em cenários de segundo turno.
Cenário político e sondagens
Analistas destacam que Philippe herdaria o eleitorado centrista de Macron, mas com alcance ideológico menor. Dormagen observa fragilidades entre social-democratas e eleitores de direita mais firme, o que pode limitar a expansão name.
Os comentaristas apontam que, sem primárias, as decisões de voto dependerão de movimentos de candidatos na reta final do ano. A possibilidade de segundo turno entre RN e LFI é considerada arriscada para o centro.
Desafios legais e período de campanha
A agenda de Philippe pode sofrer abalos diante de uma investigação da prefeitura de Le Havre por possível malversação de fundos. O alcalde e ex-primeiro ministro afirma confiança na legalidade de suas ações.
Boyer afirma que o processo não determina o ritmo da campanha, que deve se alongar ao longo de 2024. Fontes da campanha esperam que a arena política se esclareça até o fim do ano, com retiradas de candidatos conforme as sondagens.
Perspectivas e próximos passos
O time de Philippe pretende iniciar ações públicas fortes a partir de 5 de julho, com um grande ato em Paris. A expectativa é manter o foco no voto útil contra a possibilidade de um duelo entre extremos.
Béchu ressalta que o centrismo, hoje, busca consolidar-se independentemente de alianças passadas. Attal e Retailleau são citados como revelações da experiência de votação anterior, mantendo o debate sobre o equilíbrio entre centrista e direita.
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