- O Centro Presidencial Obama, em Chicago, tem investimento de 850 milhões de dólares e 7,8 hectares, com inauguração prevista para 18 de junho, buscando promover democracia, esperança e comunidade.
- O espaço não funciona como biblioteca tradicional: o arquivo está digital, com originais guardados pelo Arquivo Nacional (NARA), para acesso remoto mundial.
- A construção fica no parque Jackson, área historicamente empobrecida no sul de Chicago, e provocou protestos e ações judiciais pela transferência de terreno público para privados.
- O conjunto, formado por cinco edifícios e jardins, inclui biblioteca municipal, centro esportivo e horta; a torre principal, de 70 metros, recebeu apelidos como “Obamálisco” e “Estrela de Sauron”.
- A exposição permanente relembra a luta por direitos civis, a vida na Casa Branca e temas como diversidade, e é vista como símbolo para futuras gerações, em meio a debates sobre o legado de Obama; Trump já planeja seu próprio centro, em Miami.
O Centro Presidencial Obama, em Chicago, será inaugurado nos próximos dias com o objetivo de preservar o legado do 44º presidente dos EUA. O espaço oferece uma biblioteca digital associada a um museu, em uma área de 7,8 hectares com piscina de recursos educacionais e comunitários. O investimento total é de 850 milhões de dólares.
O museu é gerido pela Fundação Obama, que coordenou a parte expositiva e o arquivo digital, mantendo os originais sob a guarda dos Arquivos Nacionais (NARA). A ideia é tornar o acervo acessível globalmente, sem depender exclusivamente de decisões do governo federal.
A obra envolve cinco edifícios e jardins, incluindo biblioteca municipal, centro esportivo, parque infantil e horta urbana. Localizado no histórico parque Jackson, no sul de Chicago, o projeto enfrentou controvérsias e ações judiciais por transferir área pública para domínio privado.
O formato inovador difere de bibliotecas presidenciais tradicionais: o arquivo é digital, com a documentação física permanecendo nos armazéns da NARA. As obras celebram valores como democracia, diversidade e participação cívica, segundo a direção da fundação.
A exposição permanece centrada na trajetória de Obama, desde 2009 até temas como direitos civis, guerras, política externa e a promessa de igualdade. Entre itens emblemáticos, destacam-se peças de arte encomendadas e objetos pessoais, como vestidos da ex-primeira dama Michelle Obama.
Segundo autoridades da Fundação Obama, o conteúdo é apresentado de modo a evitar o protagonismo de ações do governo atual. A direção afirma que o museu busca inspirar participação cívica e engajamento comunitário, com foco na democracia como desafio contínuo.
Enquanto isso, o ex-presidente Trump sinaliza planos para uma futura biblioteca presidencial em Miami, com conceito de torre e hotel, diferente do Centro Obama. O tema volta a abrir debates sobre memoria institucional e políticas públicas.
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