- Dados eleitorais recentes mostram Reform UK recebendo £7 milhões dos empresários Christopher Harborne e Ben Delo, superando os £6 milhões angariados pelo Labour no primeiro trimestre de 2024.
- Harborne, investidor de criptomoedas baseado na Tailândia, já doou £15 milhões à Reform e £5 milhões a Nigel Farage; sua riqueza é estimada em cerca de £ 18 bilhões.
- Delo, com base em Hong Kong e cofundador da BitMEX, é considerado o mais jovem bilionário self-made do Reino Unido; foi perdoado por Donald Trump em 2023 após condenação nos EUA em 2022.
- MPs do Labour afirmam que as doações são insustentáveis e defendem ampliar o teto para doadores estrangeiros; o governo discute uma proposta de teto, mas mudanças não estão claras.
- Ativistas e campanhas, como a iniciativa Clean Up Westminster, defendem limitar doadores e enfrentar a “cultura VIP”; há expectativa de que Andy Burnham apoie medidas para reduzir o poder do dinheiro na política.
Na Inglaterra, o financiamento de campanhas volta a trazer tensões entre partidos e autoridades. Registros trimestrais indicam que Reform UK recebeu uma soma expressiva de doações de dois bilionários ligados ao universo cripto, elevando o total arrecadado pela sigla em um período fora de eleição. A corrida por recursos financeiros coloca em evidência disputas sobre a influência de grandes doadores na política britânica.
A Gil de Westminster observa que, mesmo com doações significativas, o tema não é novo no país. O crescimento recente de aportes de indivíduos com fortunas bilionárias intensificou o debate sobre a transparência e a equidade no financiamento eleitoral, segundo fontes próximas aos debates no Parlamento.
O que chamou a atenção foram os montantes recebidos pela Reform UK de Christopher Harborne e Ben Delo, indicados nos registros como contribuidores-chave no último trimestre. Harborne atua no setor cripto e em investimentos de aviação; Delo foi cofundador da BitMEX e, recentemente, retornou ao mercado britânico após anos no exterior.
Por que isso importa? Trabalhadores e legisladores apontam que o tamanho dessas doações pode influenciar o ritmo e o alcance das campanhas, além de provocar questionamentos sobre o teto de doações e a necessidade de regras mais rígidas. O debate envolve ainda preocupações sobre a recepção de recursos por parte de outros partidos, incluindo o Labour.
Desdobramentos e posições
Alguns parlamentares da oposição defendem ampliar o teto de doações de origem estrangeira para cobrir também doadores nacionais, argumentando que a atual regra favorece a assimetria de financiamento. A discussão ocorre em meio a propostas de reforma eleitoral e a um debate mais amplo sobre a transparência da origem dos recursos.
No governo, a leitura sobre o teto e sobre a finalidade da regulação da captação de recursos é mais reservada. A orientação oficial visa manter a transparência na origem do dinheiro, sem impedir doações privadas, mas não aponta com clareza se haverá mudanças substanciais no texto legal.
Entretanto, campanhas de fiscalização e organizações da sociedade civil insistem na necessidade de limitar a influência financeira de grandes doadores. Curiosos sobre futuras mudanças, especialistas destacam que medidas mais rígidas poderiam reduzir incentivos para financiamento de fora do país e reforçar a confiança do eleitorado.
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