Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebol_POLÍTICA_Brasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Lula cobra entregas antes das eleições e diz: O PIX é do Brasil

Lula cobra entregas do governo antes das eleições e exibe “O PIX é do Brasil” em reunião ministerial, em meio a propostas de sobretaxa dos EUA a produtos brasileiros

Lula conduz reunião ministerial com frase 'O PIX é do Brasil' exibida em telão — Foto: Reprodução/Canal Gov
0:00
Carregando...
0:00
  • Lula reuniu-se com a equipe ministerial de 2026 no Palácio do Planalto para cobrar entregas antes das eleições.
  • Em sala, o presidente exibiu o slide “O PIX é do Brasil”, repetindo tom de mobilização econômica e política.
  • A pauta incluiu as sobretaxas dos Estados Unidos sobre o Brasil, com propostas de tarifas de vinte e cinco por cento, além de uma segunda medida de doze e meio por cento por falha no combate ao trabalho forçado, que podem ser somadas.
  • Sessões indicam que sessenta países aparecem na lista de violações, incluindo o Brasil; o objetivo é ampliar pressões comerciais.
  • Outros temas da reunião foram a fim da jornada de trabalho 6×1, a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal e questões de desincompatibilização de ministros.

Em reunião no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou da sua equipe ministerial entregas antes do período eleitoral, em meio a tensões com os Estados Unidos. O encontro ocorreu nesta quarta-feira (3) para alinhar ações da gestão 2026 e discutir propostas norte-americanas de sobretaxas a produtos brasileiros.

O tema interno incluiu a continuidade da agenda de políticas públicas e a conclusão de entregas de governo. Durante a sessão, Lula exibiu um slide com a frase O PIX é do Brasil, associando a plataforma de pagamento a interesses nacionais. A referência já havia sido usada em um evento anterior em Catalão, Goiás.

Além de assuntos internos, a reunião tratou da resposta a medidas anunciadas pelos EUA contra o Brasil, relacionadas a práticas que o governo norte-americano alega violarem regras de comércio. A pauta também contemplou a reação brasileira a essas propostas de tarifas.

Nova equipe

Este encontro marcou a primeira reunião coletiva de Lula com a nova equipe ministerial, após as trocas na Esplanada ocorridas em abril, em função do prazo de desincompatibilização. Ao todo, 18 ministérios tiveram mudança de titular.

O objetivo é acompanhar as entregas do governo e discutir a evolução de políticas públicas, incluindo a educação, a economia e a defesa de interesses nacionais. O último formato de reunião similar ocorreu no fim de março deste ano.

Sobretaxas dos EUA

As autoridades americanas concluíram uma investigação que aponta presumíveis distorções no comércio com o Brasil, citando ações relacionadas ao PIX, ao desmatamento e à aplicação de leis anticorrupção. A proposta dos EUA é impor tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, com exceções para itens estratégicos.

O governo brasileiro informou ter recebido o relatório com indignação, afirmando que o documento parte de provocações e representa ingerência em temas internos. A resposta inclui contatos para esclarecer a posição brasileira junto a autoridades americanas.

Durante atos em Catalão, Lula também cobrou uma reunião com o presidente dos EUA, Donald Trump, para que haja explicação formal sobre as medidas anunciadas. O Brasil mantém a defesa da negociação e do diálogo com os Estados Unidos, sem desejar confrontos.

Uma segunda investigação dos EUA, também divulgada na semana, apontou falhas de 60 países no controle de trabalho forçado, o que levou a propostas adicionais de sobretaxas. O Brasil está na lista e pode sofrer o impacto dessas medidas de 12,5% sobre todos os produtos.

A soma das propostas de tarifas pode elevar o patamar de sobretaxas para perto de 40%, segundo avaliações de interlocutores do governo. O governo brasileiro informou que continuará dialogando com as autoridades americanas para evitar agravar tensões comerciais.

Contexto político e institucional

Entre outros itens de pauta, a reunião discutiu a possível extinção da jornada de trabalho 6×1, com a PEC aprovada pela Câmara e em análise no Senado. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, informou que a casa não está obrigada a carimbar a proposta.

No campo institucional, o governo continua avaliando a indicação de Jorge Messias para o STF, após rejeição pelo Senado em abril. Lula já havia sinalizado a reenvio da indicação para apreciação do Legislativo.

As tensões com os EUA também se vinculam à classificação de facções brasileiras como terroristas. O governo brasileiro analisa as consequências dessas medidas, que afetam cooperação e cooptação de recursos para o combate ao crime organizado.

O Ministério das Relações Exteriores informou que as propostas de tarifas devem ser discutidas em etapas de consulta pública, conforme a legislação norte-americana. O Brasil reforça a necessidade de diálogo para evitar mudanças abruptas no comércio bilateral.

A reunião reforçou o tom de defesa de soberania econômica e de busca por soluções diplomáticas, sem rupturas, para manter a relação com os Estados Unidos em bases estáveis e previsíveis.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais