- Eduardo Bolsonaro afirma ter pedido a Donald Trump a retomada da sanção Magnitsky contra o ministro do STF Alexandre de Moraes e a esposa Viviane Barci de Moraes, negando ter solicitado novo tarifário.
- Moraes e Viviane foram incluídos na Lei Magnitsky no fim de julho de 2025 e removidos em dezembro de 2025; Eduardo terá julgamento por suposta coação marcado para o dia 16.
- Segundo a PGR, ele teria articulado sanções ao Brasil e a ministros da Corte com o objetivo de favorecer a impunidade do pai, Jair Bolsonaro.
- O governo americano classificou o PCC e o CV como terroristas dias após o encontro de Flávio, Eduardo e o jornalista Paulo Figueiredo com Trump e Marco Rubio.
- Eduardo diz que o “fator Flávio” impediu a aplicação de tarifas e que, se eleita, a mesa de negociação entre Brasil e EUA poderá evitar novas tarifas, citando o Pix dos EUA, o Zelle, como possibilidade de negociação.
Eduardo Bolsonaro afirmou que pediu pessoalmente ao presidente dos EUA, Donald Trump, a retomada da sanção pela Lei Magnitsky contra o ministro do STF Alexandre de Moraes e a esposa dele, Viviane Barci de Moraes. A declaração ocorreu nesta quarta-feira (3) em entrevista ao canal TCM News.
Segundo o ex-deputado, a intenção é aplicar punições individuais a pessoas consideradas como agindo como tiranos, mantendo a posição de que a Magnitsky deve alcançar Moraes e viviane. Ele negou que tenha existido pedido de adoção de novo tarifaço contra o Brasil.
Dados recentes mostram que Moraes e Viviane foram incluídos na Magnitsky no fim de julho de 2025 e removidos de lista em dezembro do mesmo ano. A Primeira Turma do STF agenda para 16 de dezembro o julgamento de Eduardo por suposto crime de coação no curso do processo. A PGR sustenta que houve articulacão com autoridades dos EUA para sanções com o objetivo de favorecer a impunidade do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Contexto do encontro com autoridades americanas
Relatos indicam que Flávio, Eduardo e o jornalista Paulo Figueiredo participaram de reunião com Trump e o secretário de Estado, Marco Rubio, na semana passada. Em seguida, o governo americano classificou o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Ainda segundo as informações, Flávio teria pedido mudanças na classificação das facções.
O governo dos EUA avaliou possíveis tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, conforme recomendação do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR). O objetivo seria pressionar políticas brasileiras sem inviabilizar negociações comerciais futuras, segundo fontes ouvidas pela imprensa.
Perspectivas de negociação e o papel do Pix
Eduardo comentou que o governo brasileiro poderia manter debates comerciais com base em argumentos de equivalência entre os sistemas de pagamento. Ele citou o Zelle, operado por um consórcio privado de bancos, como similar ao Pix americano, sugerindo que tais instrumentos poderiam entrar na mesa de negociação. O ex-deputado afirmou que a ideia seria adiar retaliações até as próximas eleições caso Flávio Bolsonaro seja eleito.
A discussão também envolve interesses de territórios de mineração, com menção a terras raras e manganês, conforme alegações divulgadas na entrevista. A negociação seria ambiciosa, buscando evitar retaliações amplas contra o sistema de pagamentos brasileiro.
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