- STF pediu informações adicionais e mantém apuração sobre a aplicação de R$ 1 milhão em emendas de Mário Frias à ONG Instituto Conhecer Brasil, alvo de operação em São Paulo por suspeita de fraude em contratos com a prefeitura.
- Frias afirmou que a ONG e a produtora do filme Dark Horse compartilham o mesmo endereço como coincidência e pediu o arquivamento sumário; o ministro Flávio Dino aguarda auditoria preliminar.
- A suspeita é de que as verbas tenham abastecido a obra cinematográfica, com financiamento extra de Daniel Vorcaro, preso na investigação ligada ao Banco Master.
- Karina Ferreira da Gama, proprietária da ONG e da produtora, passa a ser alvo da Polícia Civil de São Paulo, em apuração de contratos de R$ 108 milhões com a Prefeitura de São Paulo.
- O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, chamou a ação de perseguição política, enquanto a Polícia Civil é chefiada por aliado do governador Tarcísio de Freitas.
O STF ampliou a apuração sobre o uso de R$ 1 milhão em emendas do deputado Mário Frias (PL-SP destinados à ONG Instituto Conhecer Brasil. O pedido partiu do ministro Flávio Dino, que solicita informações complementares aos órgãos de fiscalização. A investigação acompanha a aplicação dos recursos em projetos da ONG.
A Polícia Civil de São Paulo investiga a possível fraude em contratos com a Prefeitura de São Paulo, ligados a uma operação realizada ontem. A apuração envolve suspeitas de desvios relacionados a contratos com a administração municipal.
A origem dos recursos é alvo de questionamento. Frias destinou as emendas para a ONG, que compartilha endereço com a produtora do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro. A mesma pessoa, Karina Ferreira da Gama, aparece como representante das duas entidades.
Frias afirmou, em petição ao STF, que a coincidência de endereço entre a ONG e a produtora do filme é meramente casual. O deputado sustenta que qualquer alegação de desvio é prematura e infundada, pedindo o arquivamento do caso. Dino aguarda dados da auditoria preliminar.
A suspeita central é que as verbas tenham sustentado a obra cinematográfica, financiada em parte por Daniel Vorcaro, empresário preso no contexto do escândalo do banco Master. O impacto financeiro da produção envolve recursos consideráveis.
Karina Gama entra na mira da Polícia Civil de SP, sob suspeitas de desvios em contratos de R$ 108 milhões com a Prefeitura de São Paulo. A investigação ocorre em meio a tensões políticas na capital.
Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo, classificou a ação como perseguição política, ao passo que a Polícia Civil é chefiada por Tarcísio de Freitas, aliado de Bolsonaro. Frias contestou a leitura da denúncia em termos semelhantes ao STF.
O caso envolve duas frentes de apuração: o STF, sobre a aplicação das emendas, e a Polícia Civil de SP, sobre contratos municipais. O desfecho depende de dados da auditoria e de novas informações oficiais, sem previsões sobre desfechos.
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