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Política é tema mais associado a fake news no Brasil, aponta pesquisa

Levantamento aponta política como tema principal de fake news; direita vê mais desinformação sobre o tema e a checagem é mais usada pela esquerda

Dona Maria, personagem criada por inteligência artificial que ganhou popularidade entre eleitores de direita na internet
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  • 43% dos brasileiros associam notícias falsas a temas políticos, posição mais associada à desinformação no país.
  • A pesquisa ouviu 1.512 pessoas, com margem de erro de 2,5 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
  • 47% não tomam nenhuma atitude diante de informação suspeita, 32% verificam e 10% denunciam às plataformas.
  • Entre grupos, 55% dos eleitores de direita veem fake news sobre política, 48% entre os da esquerda; 24% da esquerda usam checagem contra 13% da direita; percepção de dano é maior entre a esquerda (69%) que entre a direita (46%).
  • No uso de inteligência artificial, 42% já usaram ChatGPT (53% entre a direita, 39% entre a esquerda); uso diário é mais comum entre a esquerda (39% vs 26% na direita).

O Aláfia Lab, laboratório independente de pesquisa, divulgou um levantamento sobre desinformação no Brasil. A pesquisa aponta que políticas e temas eleitorais são os mais associados a notícias falsas no país. Os dados foram obtidos com 1.512 entrevistados.

Segundo o estudo, 43% dos brasileiros associam mais notícias falsas a temas políticos do que a qualquer outro assunto. Saúde, economia e celebridades aparecem na sequência. O levantamento foi divulgado pelo g1 como primeira divulgação.

A amostra utilizou perguntas de autodeclaração e tem margem de erro de 2,5 pontos percentuais, com confiabilidade de 95%. A coleta ocorreu em todo o território nacional.

O estudo também analisa diferenças de comportamento entre eleitores de esquerda, direita e centro diante da desinformação e do uso de inteligência artificial. Os resultados indicam vieses distintos entre os grupos.

A coordenadora Vivian Peron afirma que a desinformação atua como uma arma política, influenciando o tom das eleições. Ainda segundo a pesquisadora, a percepção de falsidades varia com idade e escolaridade.

Metade dos entrevistados com ensino superior afirma encontrar fake news sobre política e eleições. Entre quem tem ensino fundamental, o índice é de 34%. Idade mais elevada eleva a sensação de risco.

Entre os respondentes, 58% dizem reconhecer notícias falsas com dúvidas. Outros 29% relatam identificar com facilidade, enquanto 13% não sabem avaliar. Homens, jovens e pessoas com maior escolaridade reportam maior habilidade.

Entre os grupos, 24% dos eleitores de esquerda utilizam checagem de fatos, contra 13% entre os de direita. Mesmo assim, eleitores da direita relatam encontrar mais desinformação sobre política, com 55% reportando o tema.

Sobre o impacto da desinformação, 69% dos eleitores de esquerda consideram as fake news nocivas à credibilidade de instituições, ante 46% dos eleitores de direita. Essa percepção varia conforme o comportamento político.

Inteligência artificial

A pesquisa também avalia o uso de ferramentas de IA. O ChatGPT é o serviço mais usado, com 42% dos entrevistados relatando uso. O Gemini aparece para 25%.

O uso do ChatGPT é maior entre eleitores de direita (53%) do que entre os da esquerda (39%). O uso diário de IA é mais frequente entre a esquerda (39% vs. 26% entre a direita).

Diversas finalidades da IA aparecem conforme o posicionamento político. Grupos de direita tendem a usar IA para criar imagens, vídeos e aprendizado; eleitores de esquerda, para checar informações falsas.

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