- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em Catalão (goiás), que “os filhos do Bolsonaro” seriam traidores da pátria por defenderem o tarifaço dos Estados Unidos, comparando com a condenação de Joaquim Silvério dos Reis.
- Lula disse que, por “muito menos”, Silvério teria sido enforcado, o que está incorreto: Silvério não foi enforcado e faleceu naturalmente em 1819, após ter dívidas perdoadas por Portugal. Tiradentes foi enforcado em 1792.
- O senador Flávio Bolsonaro anunciou que apresentará notícia-crime no Supremo Tribunal Federal contra Lula pela declaração, alegando incitar sua morte.
- O Palácio do Planalto ainda não comentou oficialmente, mantendo espaço para posicionamento.
- O governo brasileiro divulgou nota nesta terça-feira manifestando indignação com a conclusão preliminar da investigação dos Estados Unidos sobre a Seção 301, classificando-a como ação unilateral e politicamente motivada, e atribuiu a suposta sabotagem ao senador citado. Flávio Bolsonaro negou envolvimento e enviou carta aos EUA.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez críticas a “filhos do Bolsonaro” durante um discurso nesta terça-feira, 2, no hospital universitário de Catalão, em Goiás. O alvo foram pedidos de tarifaço dos Estados Unidos, com Lula afirmando que tal posição seria traição à pátria. Ele citou Joaquim Silvério dos Reis, delator da Inconfidência Mineira, dizendo que por menos que isso ele seria enforcado.
Silvério não foi enforcado. O personagem teve dívidas perdoadas por Portugal após denunciar Tiradentes, enquanto a execução de Tiradentes ocorreu em 1792. Segundo fontes históricas, Silvério morreu décadas depois, em 1819, sem sofrer a pena de morte. A fala gerou alerta sobre distorção histórica.
O senador Flávio Bolsonaro informou que apresentará notícia-crime ao STF contra Lula pela declaração, alegando incitação à violência. O Palácio do Planalto ainda não comentou oficialmente a金额. Flávio negou envolvimento e enviou uma carta aos Estados Unidos.
O governo brasileiro também se manifestou, em nota, sobre a nota divulgada na segunda-feira pelos EUA sobre a investigação da Seção 301. O Planalto classificou a divulgação como unilateral e politicamente motivada, atribuindo culpabilidade a um político específico. Flávio Bolsonaro ressaltou não haver relação com o caso.
Correção histórica e reações políticas
A divergência entre a leitura histórica e a fala presidencial ganhou repercussão entre aliados e adversários. Entidades universitárias destacam que o episódio evidencia a importância de checagens antes de citar figuras históricas em discursos oficiais.
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