- O presidente Lula chamou o clã Bolsonaro de “vendilhões da pátria” e “traidores” durante agenda em Catalão, em Goiás.
- A fala ocorreu após o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos recomendar a aplicação de tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, ainda sujeita à decisão de Donald Trump.
- Lula relembrou a tentativa de Trump de impor tarifa de 50% em 2025 e afirmou ter respondido com argumentos econômicos, buscando evidenciar superávit comercial.
- Ele afirmou que Flávio Bolsonaro tentou se desvincular das declarações, dizendo na televisão que não disse nada.
- Lula disse que Flávio teria pedido a Trump que não impusesse tarifas e apontou que a recomendação do USTR passará por consulta pública e audiências antes da decisão final.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vinculou nesta terça-feira (2) a nova proposta de tarifa externa aos Estados Unidos à atuação da família Bolsonaro no governo de Donald Trump. Em Catalão, Goiás, Lula chamou Flávio Bolsonaro de covarde e imbutil, classificando os filhos do ex-presidente como interessados em atender interesses estrangeiros em detrimento do Brasil.
A recomendação do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sugere a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, ainda sujeita a decisão de Trump. A medida faz parte de uma investigação da Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.
Lula relembrou uma tarifa de 50% anunciada por Trump em 2025 e afirmou ter respondido com argumentos econômicos, destacando que a meta é a verdade sobre a relação bilateral. Ele citou postagens de Flávio Bolsonaro na época, acusando o clã de tentar distanciar-se do episódio.
Durante o discurso, o presidente disse que Flávio teria pedido a Trump, ao vice-presidente Vance e ao secretário Rubio que não imponham sanções contra o Brasil, descrevendo a atuação como retaliação a Lula. A fala ocorreu após o governo norte-americano sinalizar a medida e antes de nova etapa de consultas públicas.
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