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Flávio afirma que fala sobre Lula seria recado para PCC e CV executarem

Flávio Bolsonaro afirma ter sido ameaçado por Lula; recado a PCC e CV pode justificar intervenção estrangeira e acirrar o debate politicamente

Flávio Bolsonaro (PL), em Belo Horizonte (MG), em 2jun26
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  • O senador Flávio Bolsonaro afirmou ter sido “ameaçado pelo Presidente da República” após defender que os Estados Unidos classificassem PCC e CV como organizações terroristas estrangeiras.
  • Ele disse que a fala de Lula seria um “apito de cachorro” para as facções o executarem, durante evento em Belo Horizonte.
  • Lula criticou a atuação de Flávio nos EUA e mencionou, de forma contestada, que José Silvério dos Reis, delator de Tiradentes, morreu enforcado; a afirmação é contestada pela história.
  • O episódio ocorreu enquanto Flávio recebia o título de cidadão honorário na Câmara Municipal de Belo Horizonte.
  • O título foi concedido a pedido do vereador Vile Santos, do PL, que se apresenta como defensor do conservadorismo e de políticas de menor intervenção do governo na economia.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, sem apresentar provas, que uma declaração do presidente Lula (PT) seria um recado para que as facções PCC e CV o executessem, após atuação para que os EUA classificassem essas organizações como terroristas estrangeiras. O fato ocorreu durante evento em Belo Horizonte (MG) nesta terça-feira.

Flávio disse ter sido ameaçado pelo presidente da República e disse que não se deixará desencorajar nem desistir do Brasil. A declaração ocorreu após Lula classificar a atuação do senador como traidora da pátria, em meio a críticas sobre mudanças na classificação das organizações criminosas.

Durante o discurso, o senador afirmou que a fala de Lula equivaleria a um apito de cachorro para as facções criminosas, e repetiu que não permitirá que seja enforcado. A declaração ocorreu em evento da imprensa, em Belo Horizonte, onde Flávio recebeu o título de cidadão honorário da Câmara Municipal.

O título foi concedido a pedido do vereador Vile Santos (PL), que integra o grupo conservador. Santos se apresenta como defensor de políticas que reduzem a intervenção do governo na economia e já propôs medidas como devolução de moradores de rua às cidades de origem.

A Presidência da República ainda não se manifestou oficialmente sobre as falas de Flávio. O espaço segue aberto para declarações oficiais, sem confirmação de encaminhamentos ou desdobramentos políticos até o momento.

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