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Mandelson critica a falta de verve de Starmer e tendência a ceder sob pressão

Revelação de mensagens mostra Mandelson criticando Starmer por falta de verve e tendência a ceder sob pressão, defendendo estilo mais “Trumpiano” para liderança

Keir Starmer and Peter Mandelson during a welcome reception at the ambassador's residence in Washington on 27 February 2025.
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  • Mandelson trocou mensagens com um ministro sênior criticando a falta de “verve” de Starmer e defendendo um estilo mais “trumpiano”.
  • Ele afirmou que o Number 10 estava “beleaguered and bereft” e que o público buscava liderança, citando também Gordon Brown tentando sabotar Starmer.
  • Também apontou Wes Streeting como “hysterical” em relação a Gaza e insinuou que o ex-secretário de Saúde estava em crise de meia-idade; houve críticas à estratégia do governo.
  • As conversas revelam discussões sobre a estratégia do partido e sobre a economia, com Mandelson alertando que a confiança na economia britânica estava caindo.
  • O conjunto de mensagens faz parte de um vasto material liberado pelos EUA sobre a nomeação de Mandelson como embaixador, após ele ter sido afastado por ligações com Jeffery Epstein.

Peter Mandelson teve mensagens de WhatsApp divulgadas em um amplo conjunto de dados sobre sua nomeação como embaixador dos EUA. Nas conversas, ele criticou Keir Starmer por falta de “verve” e por ceder sob pressão, sugerindo que o premiêr deveria agir de forma mais “trumpiana”. O conteúdo foi liberado após MPs aprovarem a divulgação, em fevereiro, de mensagens entre Mandelson, ministros e oficiais seniores.

As mensagens também mencionam Gordon Brown, Angela Rayner e Wes Streeting, indicando tentativas de influenciar o governo. Mandelson afirma que Brown tenta minar Starmer para favorecer Rayner, e classifica Streeting como “histerical” sobre Gaza. Trechos sugerem que Mandelson prescreveu estratégias políticas que vão além do papel diplomático do embaixador.

O material relata discussões sobre a estratégia do partido, confiança de empresas na economia britânica e desdobramentos após as eleições locais de 2025, incluindo a derrota de Runcorn. Mandelson critica o governo por não transmitir um impulso transformador, defendendo maior panache e disposição para risco. Mensagens indicam ainda divergências sobre o reconhecimento da Palestina, em julho de 2025, com críticas a intervenções de Streeting.

Contexto político e desdobramentos

Diálogo entre Mandelson e Pat McFadden aborda tensões entre política econômica, planos de tributação e prioridades de curto prazo versus crescimento de longo prazo. Em momentos posteriores, Mandelson questiona a direção de Starmer após votações sobre cortes de bem-estar, sugerindo que a liderança pode estar em risco caso as propostas sejam derrotadas.

Entre as interlocuções, há críticas a Wes Streeting por oponente de Gaza e ao próprio Starmer por mudanças de posição na política de imigração e bem-estar. Em contraste, McFadden comenta a percepção de MPs sobre taxação para financiar benefícios, apontando questionamentos sobre as prioridades do governo.

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