- Peter Murrell, ex-presidente executivo do Partido Nacional Escocês (SNP), reconheceu ter desviado mais de £400 mil entre 2010 e 2022; ele foi condenado em tribunal de Edimburgo e permanece em custódia.
- Nicola Sturgeon afirmou que não deve ser responsabilizada pelos delitos de homens, negando conhecimento sobre os crimes de Murrell e sem ter sido alvo de acusações.
- Sturgeon disse que sua imagem saiu em mais manchetes que a de Murrell nesta semana e afirmou que isso não é correto.
- A ex-primeira ministra da Escócia falou no Hay festival, no País de Gales, comentando o período difícil e dizendo que está determinada a seguir em frente.
- Em 2023, Sturgeon foi preso e interrogada na investigação sobre fundos do SNP, mas foi liberada sem acusações e não está mais sob investigação.
Nicola Sturgeon afirmou que não deve ser responsabilizada pelos delitos atribuídos a homens após Peter Murrell, ex-marido, admitir desvio de centenas de milhares de libras no SNP. Murrell, 61 anos, reconheceu culpabilidade em Edimburgo, no início da semana, pelo desvio ocorrido entre 2010 e 2022, quando era diretor-executivo do partido.
Sturgeon participou de um evento no Hay Festival, no País de Gales, frisando que a cobertura de mídia tem mostrado seu retrato em mais capas de jornal do que o do ex-marido, o que avaliou como incompatível com a relação factual entre os casos. A ex-primeira ministra escocesa nega conhecimento prévio dos crimes de Murrell e não foi formalmente acusada.
Segundo a investigação policial, Murrell utilizou o dinheiro para itens de luxo, como automóveis, motorhome, joias e cosméticos. Ele permanece sob custódia. Sturgeon também comentou o peso da acusação sobre ela, relatando que recebeu mensagens de apoio de mulheres em situações semelhantes de traição conjugal.
Nesta semana, Sturgeon promoveu sua autobiografia e relatou estar enfrentando o que chamou de pior semana de sua vida. Ela afirmou ter sido enganada por alguém com quem viveu por muitos anos e disse que não pretende se esconder. Em 2023, Sturgeon foi detida pela Polícia da Escócia como parte do inquérito sobre fundos do SNP, mas foi liberada sem qualificações, e não permanece sob investigação.
A ex-líder do SNP aproveitou o palco para críticas ao que chamou de fraquezas da ala progressista da esquerda, defendendo que políticos devem ter uma visão clara de sociedade e país. Ela citou brevemente históricos de chefes de governo britânicos, destacando preferências pessoais sem entrar em julgamentos.
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