- O governo republicano da Louisiana aprovou um novo mapa de votos que elimina um distrito com maioria de eleitores negros, no centro de decisão histórica da Suprema Corte sobre a Seção 2 da Lei de Direitos de Voto.
- O novo mapa redesenha o 6º distrito, hoje ocupado pelo Black democrata Cleo Fields, após a decisão de 2024 que considerou diluição de votos negros.
- A mudança deve permitir que os republicanos controlem cinco dos seis assentos da Louisiana, antes era 4 a 2 para os republicanos.
- O governador Jeff Landry deve sancionar a proposta; ele já declarou emergência para cancelar as primárias do estado, remarcadas para mais tarde neste ano.
- O caso Louisiana v. Callais chegou à Suprema Corte, que decidiu 6 a 3 a favor dos autores, aumentando o padrão de prova de discriminação intencional em ações de redistritalização; Tennessee e Alabama também buscam mapas favoráveis.
Louisiana Republicans aprovaram nesta sexta-feira um novo mapa eleitoral que redefine o sexto distrito congressional, eliminando um allotment majority-Black que ficou no centro de decisão histórica no tribunal. O projeto pode colocar o estado com cinco das seis cadeiras sob controle republicano.
O sexto distrito, hoje representado pelo democrata negro Cleo Fields, será redesenhado após uma decisão judicial de 2024 que considerou o mapa anterior diluir a influência de eleitores negros e violar a Cláusula de Direitos de Voto. A nova configuração tende a alterar o equilíbrio.
O objetivo declarado pelos legisladores é favorecer distritos pró-Republicanos, reduzindo a participação de comunidades negras em áreas como Baton Rouge e Shreveport, onde Fields atuou. A mudança aumenta a chance de maioria republicana no conjunto estadual.
A decisão ainda precisa da sanção do governador Jeff Landry, também Republicano, que deve assinar o projeto. A ação ocorre após o estado enfrentar uma disputa legal envolvendo consensos de raça e voto.
A organização ACLU, ligada aos direitos civis, criticou a nova divisão. A instituição afirma que a redistribuição consolida o poder branco ao fragmentar comunidades negras e diluir seus votos.
A origem da disputa remonta ao caso Louisiana v Callais, em que negros brancos contestaram a classificação racial na redistribuição. Em 2024, a Suprema Corte decidiu a favor dos autores por 6 a 3, elevando o padrão para provar discriminação intencional.
Em resposta à decisão da Suprema, Landry declarou estado de emergência para cancelar a primária congressional, com cédulas já enviadas. O pleito foi reagendado para uma data posterior neste ano.
A revisão de mapas ocorre em três estados do sul, que avançaram rapidamente após a decisão da Suprema Corte. Tennessee e Alabama também buscam novos traçados para favorecer distritos alinhados com o GOP.
Segundo analistas, o redesenho em Louisiana deve ampliar o espectro de distritos dominados pela legenda no Congresso, reduzindo a representatividade de eleitores negros — uma consequência direta do precedente judicial.
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