- A ministra do Trabalho, Amanda Rishworth, disse que as obrigações mútuas vão variar para cada beneficiário, encerrando a exigência de enviar candidaturas infinitas.
- O sistema será dividido em três fluxos, conforme habilidades e prontidão para o trabalho: serviço digital, fluxo liderado por provedores e serviços mais intensivos para necessidades complexas.
- Cerca de 140 mil pessoas, ou um em cinco usuários do programa Workforce Australia, estavam nesse fluxo há cinco anos ou mais, segundo dados citados pela ministra.
- O modelo privatizado continuará, o que gerou críticas de que o sistema continua falho e precisa de reformas mais profundas.
- Os detalhes ainda serão definidos ao longo de um ano, com consultas a empregadores, trabalhadores e provedores; mudanças nas atividades de obrigações mútuas devem tornar as ações mais significativas.
Amanda Rishworth anunciou mudanças significativas no sistema de empregos australiano, prometendo um modelo de obrigações mútuas mais personalizado para quem recebe auxílio. A comunicação ocorreu no National Press Club, com foco em evitar que candidatos aceitem aplicações intermináveis para vagas inadequadas.
O modelo atual será substituído por três fluxos distintos, segundo o ministério do Trabalho: atendimento digital com recursos individualizados para quem está próximo do mercado, fluxo orientado por provedores para desenvolver habilidades, e serviços mais intensivos para quem tem necessidades complexas. A transição será definida ao longo de um ano via consulta com trabalhadores, empregadores e prestadores.
Rishworth destacou que o sistema atual incentiva provedores a priorizar casos fáceis, deixando quem tem necessidades mais complexas sem apoio adequado. Ela citou dados de que cerca de 140 mil pessoas, equivalentes a um quinto dos usuários do programa Workforce Australia, permanecem nesse segmento por cinco anos ou mais.
Apesar de manter o modelo privatizado, o ministro disse que as atividades de obrigações mútuas devem ser mais significativas e orientadas para resultados reais de emprego. Como exemplo, mencionou a experiência de Inclusive Employment Australia, que passou a tratar as ações de cumprimento como último recurso.
Críticos do pleito, como o senador do Green Party Penny Allman-Payne, afirmaram que as reformas não rompem com a privatização e pedem mudanças mais profundas. Trabalhistas e entidades da sociedade civil também ressaltaram falhas do atual sistema e a necessidade de reformulação ampla, não apenas ajustes pontuais.
Até o momento, detalhes precisos do novo arranjo não foram divulgados e serão debatidos ao longo de 2025 com atores do setor. As mudanças visam tornar as atividades de assistência mais justas, evitando abusos observados em relatos recentes, sem antipatias políticas ou julgamentos.
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