- A Polícia Federal aponta um “sincronismo” entre aportes da Rioprevidência no banco Master e encontros entre o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro e o empresário Daniel Vorcaro.
- Castro é alvo de busca e apreensão por suposta relação com aportes de R$ 3 bilhões da Rioprevidência no Master, com encontros frequentes, inclusive em ambientes privados e no exterior, pagos pelo banqueiro.
- A PF cita mudança na diretoria da Rioprevidência pouco antes dos repasses ao Master, além de etapas técnicas suprimidas que facilitaram os aportes.
- O relatório afirma que o sincronismo entre encontros e aportes, somado às alterações na diretoria, afasta a ideia de coincidência temporal e sugere possível interferência política indevida.
- Entre 2023 e 2024, sob Castro, a Rioprevidência viu um investimento de R$ 970 milhões em letras financeiras do Master e repassou R$ 2 bilhões a fundos geridos ou usados pelo banco de Vorcaro.
A Polícia Federal afirmou haver um sincronismo entre os aportes do Rioprevidência no banco Master e encontros entre o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro e Daniel Vorcaro, controlador do banco Master. A investigação aponta que esse vínculo ocorreu em meio a repasses bilionários.
Castro foi alvo de busca e apreensão autorizada pela Justiça por suspeita de relação com aportes de 3 bilhões de reais da autarquia de previdência dos servidores do Rio no banco de Vorcaro. A defesa de Castro não foi mencionada no material divulgado.
A decisão, proferida pelo ministro André Mendonça, afirma que a atuação do ex-governador envolveu contatos institucionais e vínculos pessoais com Vorcaro, com encontros frequentes em ambientes privados e no exterior, custeados pelo banqueiro, em coincidência temporal com os aportes.
Além dos encontros, a PF aponta alterações na diretoria do Rioprevidência pouco antes dos repasses ao Master como indícios de participação de Castro. Em seguida, algumas etapas técnicas para os aportes teriam sido suprimidas.
Para a PF, o sincronismo entre encontros e aportes, somado às mudanças na diretoria, reforça a plausibilidade de interferência política indevida, conforme a linha investigativa. O material ressalta ainda a relação pessoal e política entre Castro e Vorcaro.
Entre 2023 e 2024, durante o governo de Castro, o Rioprevidência informou aquisições de 970 milhões em letras financeiras do Master e repassou 2 bilhões de reais a fundos do banco de Vorcaro. A PF sustenta que esse relacionamento teria facilitado a liberação de investimentos.
Segundo a PF, os indícios surgiram a partir da análise do celular do banqueiro apreendido nas fases iniciais da operação Compliance Zero, segundo a autoridade policial.
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