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PEC do fim da escala 6×1 aprovada na Câmara; empresários pedem ampliar transição no Senado

Empresários pressionam Senado para ampliar transição da PEC do fim da escala 6x1 para quatro anos, após expectativa de aprovação na Câmara ainda nesta semana

04/06/25 - Senador Davi Alcolumbre, presidente do Senado, e o deputado Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados, durante abertura do BRICS Parliamentary Forum no Senado Federal. — Foto: Ton Molina/FotoArena/Estadão Conteúdo
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  • A PEC do fim da escala 6×1 deve ser aprovada na Câmara ainda nesta semana, segundo o presidente da Casa, Hugo Motta.
  • No Senado, a tendência é também de aprovação, mas empresários tentam ampliar o tempo de transição para quatro anos.
  • Hoje, a transição prevista na PEC Câmara estabelece dois anos de período de adaptação e redução da jornada para quarenta horas semanais, com mais duas horas de redução após um ano.
  • Os empresários defendem que o tempo de transição seja de quatro anos, com ajustes de horas após dois e quatro anos.
  • O senador Otto Alencar aponta que alguns setores, como construção civil, já estão prontos, enquanto comércio pode exigir transições diferenciadas; o ano eleitoral é visto como facilitador para a aprovação.
  • Nesta terça-feira, 26, Alcolumbre deve receber representantes do empresariado para tratar do tema.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, aposta na aprovação da PEC que prevê o fim da escala 6×1 ainda nesta semana. A proposta tramita na Câmara e, se aprovada, seguirá para o Senado.

O Senado também sinaliza movimento favorável. O presidente Davi Alcolumbre tem dito a interlocutores que a tendência é pela aprovação no plenário ainda neste ano. Empresários, porém, pretendem ampliar o tempo de transição.

Nesta terça-feira, 26, Alcolumbre receberá representantes do setor produtivo para tratar do tema. A reunião ocorre na Câmara, em Brasília, com foco nas negociações sobre o período de transição.

Detalhes da transição

No texto aprovado pela Câmara, a transição é considerada curta pelos empresários. A proposta prevê redução da jornada de trabalho em duas etapas, a partir da promulgação, para 40 horas semanais no prazo de dois anos e, em seguida, a adição de duas horas após mais dois anos.

Os empresários defendem ampliar o período de transição para quatro anos, mantendo o ajuste de duas horas, para setores que precisem de mais tempo para adaptação. A construção civil seria mais rápida, segundo o debate, enquanto o comércio demandaria tratamento diferenciado.

Perspectivas e impactos

O empresariado acredita que o ano eleitoral favorece a aprovação rápida no Senado e que alterações poderão ocorrer apenas em relação aos prazos por setor. A expectativa é de que mudanças sejam feitas para estabelecer prazos de transição diferenciados conforme a atividade econômica.

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