- Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teve encontro com Donald Trump na Casa Branca; a foto é descrita como de fã, não de um encontro formal entre países.
- A viagem aos Estados Unidos teria sido para sair do Brasil e evitar perguntas sobre o suposto contrato com o banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme Dark Horse.
- Flávio afirmou ter pedido a Trump que as facções Criminais Primeiro Comando Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) sejam classificadas como organizações terroristas; também houve discussão sobre diferenças entre governos.
- A viagem foi articulada pelo irmão, ex-deputado Eduardo Bolsonaro, junto à ala ideológica do governo Trump; Eduardo está nos EUA desde fevereiro de 2025.
- Pesquisas Datafolha mostram queda de apoio de Flávio no cenário de 1º turno (de 35% para 31%), com Lula subindo de 38% para 40%; no 2º turno, Lula avançou para 47% contra 43% de Flávio.
Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL, reuniu-se com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca. A imagem inicial mostra o encontro como registro de fã, não de um chefe de Estado a chefe de governo. A gesto ocorreu durante visita aos EUA, em momento de clima político tenso no Brasil. A pauta não está clara na foto, apenas a presença de ambos.
Segundo relatos, Flávio não viajou para uma reunião anterior que marcasse o encontro, mas para sair do Brasil diante de perguntas sobre o escândalo envolvendo o Banco Master e o filme Dark Horse. O sigilo sobre o suposto contrato com o banqueiro Daniel Vorcaro foi mantido pela assessoria do senador.
A visita ocorreu na segunda-feira, 25, com hospedagem no Willard, próximo à Casa Branca. A ação foi articulada pelo irmão de Flávio, Eduardo Bolsonaro, que vive nos EUA desde fevereiro de 2025 e atua politicamente ao lado de apoiadores de Trump.
Encontro e declarações
Durante coletiva de imprensa após a reunião, Flávio afirmou ter sugerido a Trump a classificação do PCC e do CV como organizações terroristas. Segundo o senador, o tema foi levantado em diálogo com o empresário americano. O conteúdo não foi corroborado por outras fontes.
Flávio também disse ter discutido, com Trump, diferenças entre um eventual governo seu e a gestão de Lula. Entre os assuntos citados, constaram segurança pública, tarifas e terras raras, com versão apresentada pelo senador na fala pública.
As informações sobre o suposto acordo com Vorcaro foram questionadas por imprensa brasileira antes da viagem. Em duas oportunidades, Flávio reagiu de forma evasiva, minimizando o valor envolvido e citando eventual interesse em falar apenas em inglês.
A divulgação de aproximação entre Flávio e Vorcaro impactou intenções de voto. Pesquisas recentes indicaram recuo de 4 pontos percentuais no cenário de primeiro turno, de 35% para 31%, enquanto Lula subiu de 38% para 40%. A diferença pulou para 9 pontos.
Nas simulações de segundo turno, Lula e Flávio apareciam empatados em 45%. A leitura mais recente mostra Lula com 47% e Flávio com 43%, configurando vantagem petista no cenário avaliado.
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