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Clarence B. Jones, coautor do discurso de MLK, morre aos 95

Advogado, roteirista e confidente de Martin Luther King, Clarence B. Jones morreu aos 95, contribuindo para discursos marcantes dos direitos civis

Clarence B Jones photographed in Boston in August 2023.
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  • Clarence B Jones, ex-assessor jurídico e redator de discursos de Martin Luther King, morreu aos 95 anos em Cupertino, na região da baía de San Francisco.
  • Foi creditado por ajudar a redigir o famoso discurso “I have a dream” e por extrair páginas da carta de Birmingham Jail do cárcere de King.
  • Contribuiu para o discurso Beyond Vietnam: a time to break silence, apresentado em Riverside, Nova York, em 1967, criticando a guerra e o militarismo.
  • Integrava a equipe jurídica do caso New York Times v. Sullivan e, posteriormente, tornou-se o primeiro negro com a designação de allied member da Bolsa de Valores de Nova York.
  • Atuou na academia, lecionando na Universidade de San Francisco, fundando o Institute for Nonviolence and Social Justice e sendo pesquisador no King Institute de Stanford; publicou Last of the Lions (2023) e recebeu a Medalha de Liberdade (2024).

Clarence B Jones, antigo redator de discursos e confidente de Martin Luther King, faleceu aos 95 anos. A confirmação foi feita pela família, que estava ao lado dele quando ocorreu o óbito, numa casa de repouso na região da baía de San Francisco, em Cupertino, Califórnia.

Jones atuou como advogado pessoal de King e teve participação em momentos-chave do movimento dos direitos civis. É creditado por ter retirado de cela algumas páginas de Letter from Birmingham Jail e por redigir diversos trechos de discursos até o assassinato de King, em 1968. Também ajudou a elaborar o discurso Beyond Vietnam, proferido em Riverside Church, em 1967.

Carreira e atuação profissional

Nascido em 8 de janeiro de 1931, em Filadélfia, Jones formou-se em Columbia e depois em Boston University, com carreira iniciada no direito. Em 1960 deixou a Califórnia para se dedicar integralmente a King, tornando-se conselheiro jurídico e redator de discursos para o movimento.

Foi integrante da equipe jurídica do caso New York Times v. Sullivan, que derrubou um processo de difamação envolvendo um anúncio sobre a atuação policial durante protestos em Montgomery, Alabama. Após a morte de King, avançou na carreira financeira, tornando-se o primeiro afro-americano allied member da Bolsa de Valores de Nova York.

Ensino e legado acadêmico

Mais tarde, pôs a casa em San Francisco e ingressou no meio acadêmico. Em 2012, lecionou na Universidade de San Francisco, ministrando cursos de direito e temas como From Slavery to Obama. Em 2018, cofundou o Institute for Nonviolence and Social Justice e tornou-se pesquisador-residente no King Institute de Stanford.

Reconhecimentos e obra literária

Em 2023 publicou Last of the Lions: an African American Journey in Memoir, relato sobre os anos ao lado de King. Em 2024, recebeu a Medalha de Liberdade, maior honraria civil dos EUA, das mãos do presidente Joe Biden. Pouco depois, participou de evento público com Stephen Curry em San Francisco.

Jones deixou cinco filhos e a parceira de longa data, Lin Walters. Ainda não há data definida para cerimônias fúnebres ou celebração de vida, que devem ser anunciadas pela família.

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