- A oitava fase da operação Compliance Zero cumpriu mandado de busca e apreensão contra o ex-governador Cláudio Castro, suspeito de participação em um esquema que aplicou R$ 3,7 bilhões da Rioprevidência em títulos do Banco Master.
- A PF aponta elo pessoal entre Castro e o empresário Daniel Vorcaro, com encontros, viagens e nomeações que teriam facilitado o aporte via Rioprevidência aos ativos do Master.
- A investigação diz que a Rioprevidência, fundo que administra recursos de sessenta e cinco mil aposentados e pensionistas no Rio, teria investido em fundos vinculados ao Banco Master por meio desse esquema.
- O episódio já soma segunda atuação da PF sobre Castro em onze dias, após a operação Sem Refino, que apura participação do ex-governador na fraude da refinaria Refit.
- A cúpula do Partido Liberal avalia que a candidatura de Castro ao Senado pode ter naufragado com a nova operação, impactando também Flávio Bolsonaro e o próprio PL.
A Polícia Federal deflagrou a oitava fase da operação Compliance Zero, com mandado de busca e apreensão envolvendo o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. A ação apura aporte de recursos públicos da Rioprevidência em fundos do Banco Master, avaliados em torno de 3,7 bilhões de reais.
A investigação aponta relação entre Castro e o doleiro Daniel Vorcaro, incluindo encontros, viagens e nomeações que teriam facilitado o investimento do Rioprevidência no banco. A PF aponta que o repasse ocorreu pouco tempo após esse relacionamento institucional ter ganhado destaque.
Ameaça à candidatura de Castro e repercussões políticas
A operação ocorre em meio a rumores sobre o futuro político de Castro, com análises sobre o impacto na possível candidatura ao Senado. O caso também envolve a cúpula do PL e líderes do entorno de Flávio Bolsonaro, que monitoram os desdobramentos.
Contexto da investigação
A PF já havia apreendido fatos anteriores ligados ao tema, ampliando a investigação sobre o uso de fundos públicos para investimentos em instituições financeiras privadas. A apuração busca esclarecer quem autoriza, quem participa e quais foram os critérios de decisão para esses aportes.
Implicações e próximos passos
As autoridades não divulgaram conclusões finais, mas a série de diligências reforça o escrutínio sobre a gestão dos recursos da Rioprevidência. Novos desdobramentos devem ser anunciados pela PF conforme avançarem as investigações.
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