- Romeu Zema e Ronaldo Caiado participaram de evento da Amcham-Brasil em São Paulo e criticaram o STF e o PT.
- Caiado afirmou que cabe ao eleitor avaliar a relação de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro; não respondeu se Flávio deve continuar na disputa.
- Zema disse que a aproximação com Vorcaro é um mau sinal, chamando-o de “banqueiro bandido” e alertando sobre a possibilidade de a direita entregar a eleição à esquerda.
- Caiado defendeu o afastamento temporário de ministros do STF citados em denúncias; Zema sugeriu reformas, incluindo idade mínima de sessenta anos para ingressar no tribunal.
- Embora critiquem Flávio, Zema não descartou apoiá-lo no segundo turno contra Lula; Caiado afirmou que a decisão é da aliança do PL.
Romeu Zema e Ronaldo Caiado participaram hoje de um evento de empresários em São Paulo, onde fizeram críticas ao STF e ao PT. Os dois pré-candidatos à Presidência buscaram apresentar propostas e alinhamentos com a agenda liberal e de governo de direita.
Durante o evento, Caiado sugeriu que cabe ao eleitor decidir sobre a relação de Flávio Bolsonaro com o ex-dono do Master, sem citar o senador diretamente. Zema, por sua vez, criticou o que chamou de aproximação com um banqueiro considerado problemático, sem mencionar nomes específicos no momento.
Situação de Flávio Bolsonaro
Caiado afirmou que a avaliação sobre Flávio deve ficar a cargo da população, ressaltando que a decisão não é apenas pessoal, mas uma escolha de 120 milhões de brasileiros. O ex-governador de Goiás evitou responder se Flávio cumpre os requisitos para a disputa.
Zema atacou a suposta relação próxima entre Flávio e o investidor citado, descrevendo-a como um sinal negativo para o eleitorado. Em tom desfavorável, citou pesquisas que apontam queda de Flávio em relação a Lula após vazamentos de mensagens.
Julgamento sobre o STF e o PT
Ambos concordaram em discutir reformas no STF caso sejam eleitos, com Zema defendendo mudanças na idade para ingresso no tribunal. Caiado pediu o afastamento temporário de ministros citados em denúncias, como forma de manter a confiança pública.
Caiado destacou ainda que a principal meta é derrotar o PT, afirmando que o desempenho de Minas mostrou uma alternativa sólida à esquerda. Zema reforçou o tema ao dizer que pretende manter o foco na reeleição de lideranças da direita.
Outros pontos e perspectiva de campanha
Zema indicou que pode apoiar Flávio no segundo turno, caso seja uma opção para enfrentar o PT, desde que haja alinhamento com o projeto de governo. O ex-governador mineiro também criticou declarações sobre o envolvimento de familiares em cargos públicos.
Caiado não respondeu se Flávio deve ser substituído por outro nome, alegando que cabe ao PL decidir. Os dois buscaram consolidar uma postura firme contra o PT e a imagem de estabilidade institucional durante o evento da Amcham-Brasil.
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