- O Ministério Público de São Paulo anexou uma representação a uma investigação sobre concessões de cemitérios municipais, para apurar vínculos entre o Banco Master e a Cortel, além de possível omissão do setor de fiscalização da prefeitura.
- A representação foi enviada ao Supremo Tribunal Federal e pede a inclusão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) como investigado no caso Master.
- O pedido cita decisões do ministro Flávio Dino, que em abril solicitou explicações sobre relação entre as duas empresas envolvidas.
- Segundo o promotor Silvio Antonio Marques, haveria semelhança entre os fatos envolvendo irregularidades nas concessões dos serviços cemiteriais de São Paulo.
- O documento foi apresentado pelos parlamentares do PSOL, Luciene Cavalcante, Carlos Giannazi e Celso Giannazi; o STF deve encaminhar a análise à Procuradoria-Geral da República.
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) anexou à investigação em curso sobre a concessão de cemitérios municipais uma representação que apura possíveis vínculos entre o Banco Master e a concessionária Cortel, além de eventual omissão do setor de fiscalização da prefeitura. A nova peça ampliaria elementos já conhecidos sobre o tema.
A representação cita decisões recentes do ministro Flávio Dino, de abril, que solicitou ao prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, explicações sobre a relação entre Master e Cortel. Dino mencionou a possibilidade de Fabiano Zettel, cunhado do ex-CEO do Master, Daniel Vorcaro, ter assinado documentos da Cortel quando atuava como conselheiro da empresa.
Para o promotor Silvio Antonio Marques, há semelhança entre os fatos, pois ambos tratam de irregularidades relativas às concessões dos serviços cemiteriais na capital paulista. A avaliação gerou o entendimento de conexão entre as informações apresentadas pelo Ministério Público e os elementos mencionados por Dino.
A representação foi apresentada pelos parlamentares do PSOL: a deputada federal Luciene Cavalcante, o deputado estadual Carlos Giannazi e o vereador Celso Giannazi. O documento chegou ao ministro André Mendonça, do STF, que pode encaminhar o caso à Procuradoria-Geral da República.
Como o envio foi direto ao Supremo, interlocutores de Mendonça informaram que o processo deve seguir para análise da PGR, que definirá próximos passos. A apuração envolve possíveis falhas na supervisão da concessão de cemitérios municipais na cidade.
A reportagem tentou contato com a prefeitura de São Paulo para esclarecer o andamento da fiscalização, mas ainda não houve retorno. O município permanece sem manifestação oficial até o fechamento desta edição.
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