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Mario Frias nega emenda para ONG ligada à produtora do filme de Bolsonaro

Frias nega no STF que R$ 2 milhões em emendas para ONG ligada à produtora de Dark Horse tenham sido destinados a filmagens; defesa aponta finalidade social e ausência de provas

Deputado federal Mario Frias (PL-SP) — Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
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  • O STF tentava intimar o deputado Mario Frias há mais de dois meses para esclarecer apuração sobre emendas ligadas ao filme Dark Horse.
  • Frias disse ao STF que a afirmação de destinar emendas para o filme é “absolutamente falsa” e sem lastro probatório.
  • A denúncia envolve a destinação de R$ 2 milhões em duas emendas para a ONG Instituto Conhecer Brasil, presidida por Karina Ferreira da Gama, produtora de Dark Horse.
  • A produção de Dark Horse envolve Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, preso em Brasília; o senador Flávio Bolsonaro afirmou ter intermediado negociações e cobrado pagamentos de Vorcaro.
  • A defesa sustenta que não houve irregularidade; aponta análise técnica da Câmara que não identificou problemas e afirma que os recursos destinariam projetos de inclusão digital, letramento, empreendedorismo e esportes para crianças e jovens em situação de vulnerabilidade.

O STF intensificava na última semana a tentativa de intimar o deputado Mario Frias (PL-SP) para esclarecer o destino de emendas parlamentares. A apuração envolve repasses a uma ONG ligada à produtora do filme Dark Horse, que trata da trajetória de Jair Bolsonaro.

Segundo apuração, Frias destinou R$ 2 milhões em duas emendas para a ONG Instituto Conhecer Brasil, presidida por Karina Ferreira da Gama, ligada à produção de Dark Horse. A denúncia envolve o que chama de “ecossistema” de empresas ligadas à produtora.

Frias afirmou ao STF que a acusação é absolutamente falsa, sem lastro probatório e difamatória. A defesa sustenta que os recursos seriam para inclusão digital, letramento, empreendedorismo e esportes de jovens em vulnerabilidade.

A defesa ressaltou que não houve identificação de irregularidades pelas áreas técnicas da Câmara na apresentação das emendas. Alegou ainda que o desfecho dependeria de prestação de contas em curso, sem apontamento de irregularidade.

A apuração, iniciada por demanda da deputada Tabata Amaral (PSB-SP), envolve supostas ligações entre empresas que seriam ligadas à produtora de Dark Horse. O objetivo é entender se houve desvio de recursos públicos.

Cronologia relevante aponta que, em 21 de março, o ministro Flávio Dino determinou manifestação de Frias em cinco dias. Em 14 de abril, o STF registrou tentativas de intimação sem sucesso.

A Procuradoria ficou encarregada de acompanhar o andamento. Em 15 de abril, Dino abriu apuração preliminar sobre repasses de emendas de parlamentares do PL para ONGs associadas à produtora do filme.

Fontes destacam que o STF já solicitou endereços de Frias em Brasília e em São Paulo. Investiga-se a possível relação entre as emendas e financiamentos do longa Dark Horse, ainda sem conclusão.

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