- O senador Rogério Marinho pediu ao STF que investigue o suposto vazamento de mensagens entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
- O conteúdo vazado seria protegido por sigilo judicial e poderia representar um “vazamento seletivo” com impactos políticos e reputacionais.
- O The Intercept Brasil publicou mensagens que teriam mostrado Flávio propondo patrocínio de R$ 134 milhões para um filme sobre a trajetória de Jair Bolsonaro.
- Flávio confirmou ter feito o pedido, negando irregularidades; Vorcaro foi preso pela Polícia Federal um dia após a divulgação.
- Marinho solicitou apuração da origem do vazamento, identificação de autoridades e acessos aos autos, e afirmou que a ação não visa censurar a imprensa, apenas esclarecer o ocorrido.
O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro, solicitou ao STF a abertura de investigação sobre o vazamento de mensagens entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O objetivo é apurar a possível divulgação de conteúdo sigiloso com potencial dano político e reputacional durante o período eleitoral.
Segundo Marinho, o material vazado pode ter violado sigilo judicial e caracterizado vazamento seletivo. O pedido foi enviado ao ministro André Mendonça, relator do caso Master, para que seja instaurado um procedimento específico para apurar a origem do vazamento e identificar quem teve acesso aos elementos confidenciais.
O conteúdo em questão envolve mensagens entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro, reveladas pelo The Intercept Brasil, e aponta para uma possível negociação de patrocínio de cerca de R$ 134 milhões para um filme sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio confirmou ter feito o pedido, mas negou irregularidades.
Declarada necessidade de apuração
Marinho defende que a apuração deve também verificar os registros de acesso aos autos eletrônicos e aos sistemas de tramitação do processo, além de identificar todas as autoridades, servidores e peritos que tiveram acesso às informações. O objetivo é esclarecer a origem do vazamento sem censurar veículos de comunicação ou frear a imprensa.
Em entrevista à CNN Brasil, o senador afirmou ter procurado o ministro Mendonça para solicitar esclarecimentos e que não se trataria de direcionamento ou seletividade na apuração. Afirmou ainda que o caso exige transparência e investigação rigorosa para evitar descontextualização de fatos sensíveis.
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